Vídeos: os vários formatos

Em se tratando de reportagens de vídeo, há de tudo um pouco.

Os nossos vídeos provavelmente serão simples, rodados com pequenas FlipCams e não vão exigir uma edição elaborada, mesmo porque nem sempre vamos ter os recursos ou o tempo necessário para isso. Mas vale à pena conferir algumas das muitas coisas que podem ser feitas.

Sem narração

Há vídeos que até dispensam narração, quando eles descrevem um fato que fala por si só, quer por exibir fatos de extremo impacto, denúncias graves ou denúncias.

O WikiLeaks, que existe desde 2007, visa proteger jornalistas e ativistas que fazem denúncias anônimas de informações capazes de colocá-los em risco.

Neste link,  o Wikileaks,  teve acesso a um vídeo gravado por militares dos Estados Unidos no Iraque.

O vídeo exibe imagens de um ataque de helicópteros americanos em julho de 2007, na capital iraniana, Bagdá no qual 12 pessoas morreram.

Os disparos teriam sido feitos contra civis iraquianos e contra uma equipe da agência de notícias Reuters.

No último dia 7 de junho, um analista militar dos Estados Unidos, Bradley Manning, foi preso sob suspeita de ter vazado o vídeo secreto para o site de denúncias.

Reportagem de TV

Algumas reportagens de vídeo tem um formato tradicionalmente televisivo, É o caso desta aqui, que eu fiz para a BBC Brasil. É uma entrevista com o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, feita quando ele visitava Washington, a capital dos Estados Unidos.

Nós usamos duas câmeras para fazer esse vídeo. Uma filmava o Zelaya o tempo todo, a outra, filmava a mim. Depois, eu editei o material todo e misturei um pouco as imagens registradas pelas duas câmeras.

Eu até escrevi um texto, para acompanhar o vídeo, como vocês podem conferir no link, mas isso foi porque as reportagens escritas constituem o principal do que fazemos na BBC Brasil, mas caso a opção tivesse sido a de utilizar apenas o vídeo, sem texto, o conteúdo não teria ficado comprometido. Teria apenas ficado com a cara típica de uma reportagem de TV.

Cobrar o escanteio para você mesmo cabecear…

Pois é, é essa a rotina de quem tem que filmar, gravar passagem e editar sem contar com ajuda de um cameraman. Ok, naquele vídeo anterior, o do Zelaya, eu fui auxiliado por um cinegrafista, mas na maior parte das vezes eu estava sozinho.

Este daqui é um dos primeiros vídeos que eu fiz inteiramente sozinho. Por isso, por favor desculpe as eventuais falhas.

Trata-se de um vídeo registrado no Estado americano da Geórgia e mostra a rotina de ex-soldados americanos que sofreram ferimentos permanentes nas Guerras do Iraque e do Afeganistão e que agora são paraatletas.

Eis aqui o texto que acompanhou a reportagem de vídeo.

Nessas situações, eu filmava todo o material, procurava registrar o máximo possível de imagens e, vale frisar, procurava sempre aproveitar o horário de melhor luz do dia para gravar uma passagem.

Vídeos com FlipCams

Meu colega de BBC Brasil Eric Camara fez uma série de vídeos usando essas mesmas flip cams que nós utilizamos. Elas não têm lá muita estabilidade, são pequenas, você carrega na palma da mão, mas são muito, muito práticas.

E, sinceramente, mesmo esse estilo “tremido” dá um certo charme e rende bons resultados. Eu, por exemplo, acho que o Eric mandou bem nos trabalhos que fez com as Flips. E não é porque o cara é meu amigo, não! Você pode conferir alguns dos resultados aqui.

Este link traz a entrevista que ele gravou com o cantor do grupo Radiohead, Thom Yorke. O músico é também um ativista ambientalista que entrou de “bicão” na Reunião da ONU sobre mudança climática em Copenhague.

Neste outro link, Eric munido de sua Flip conversou com o cantor e compositor e ex-ministro da Cultura, Gilberto Gil. Ou melhor, ouviu Gil falar, porque quando se trata de Gil, quem acaba falando por mais tempo é sempre ele…

Vídeos para a internet

Assim como nos vídeos vistos anteriormente, este daqui criado pelo jornalista Rodrigo Bertolotto, do Universo Online, também foi feito para a internet. Mas teria tudo para ser exibido numa emissora de TV. Mas ele está um pouco mais para “CQC” do que para “Jornal Nacional”…

Mas, assim como uma reportagem de TV, conta com uma edição mais cuidadosa, uma trilha sonora divertida e faz uma observação bem humorada para registrar um fenômeno recente, o aumento do poder de consumo das classes C, D e E.

Ok, o Bertolotto também é amigo. Mas vai me dizer que o cara também não mandou bem?

About these ads
Esse post foi publicado em Dicas. Bookmark o link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s