Pautas: do mundinho para o mundão

Uma boa pauta deve fornecer detalhes, dizer o quê ou quem, quando, onde e porquê.

Deve indicar quais serão as fontes ouvidas e quais as linhas de abordagem, quais os caminhos que você pretende seguir para chegar à tese que espera concluir.

E um lembrete muito importante feito no livro “Jornalismo Diário”, de autoria da editora de Treinamento da Folha, Ana Estela de Sousa Pinto, o de que o autor da pauta deve se perguntar: “Por que o leitor deverá ler sobre isso?”

De certa forma, isso remete a um exemplo que vimos anteriormente, o de partir de um exemplo que diz respeito a um grupo restrito, a uma comunidade específica mas que é capaz de ter apelo universal.

Vou tratar aqui de algumas das pautas que me foram apresentadas recentemente.

As pautas do Mural

A nossa colega Suévelin Cinti sugeriu uma pauta sobre o abandono da pracinha situada no ponto final do ônibus Varginha, que é onde ela mora.

O quadro é de fato grave. O local está abandonado, cheio de lixo e virou ponto de drogas.

Agora, o interessante é que a praça foi inaugurada há seis anos, justamente em um período eleitoral, o que passa a ser um bom “gancho”, visto que estamos vivendo um período eleitoral.

A nossa colega Luciana Aparecida Batista Sales propôs uma pauta ligada à região da Sé. O tema que ela sugeriu foi avaliar as ações do projeto Ação Integrada Centro Legal, formulado pela subprefeitura da região da Sé.

A proposta da subprefeitura é a de combater as drogas na região central de São Paulo e promover a reintegração de ex-viciados na sociedade.

É um problema que salta aos olhos daqueles que trabalham ou que vivem no centro da cidade, portanto é uma pauta com um forte apelo. Ela lista ainda quais seriam as mais prováveis fontes para a reportagem, a Subprefeitura da Sé e o COMUDA (Conselho Municipal contra as Drogas e  o Álcool).

Tudo isso é importante para uma boa pauta, indicar os caminhos, as prováveis fontes e tentar achar um gancho que amplie o alcance da pauta, pode ser a eleição para presidente, a Copa do Mundo, um filme em cartaz ou mesmo o fato de o problema que você está relatando estar presente não apenas em seu bairro, mas em três, quatro ou cinco regiões diferentes.

Para saber se sua pauta está enxuta e pronta para ser executada cabe fazer algumas perguntas. Mais uma vez eu recorro a algumas indagações sugeridas por Ana Estela:

Entre elas, se a pauta…

– Tem um título?

– Sugere algo inédito, que você desconhecia?

– Se a sugestão não é inédita, a pauta explica por que fala desse assunto agora? Há uma abordagem original?

– No estágio em que ela está, é uma pauta ou uma pré-pauta (precisa ainda apuração para virar uma pauta)?

– A sugestão tem foco? Propõe algo que se resolve com uma reportagem? Ou é ampla demais, geral demais, tema para um livro?

– É sucinta? Vai direto ao ponto? Veja se consegue reduzir a proposta para no máximo cinco linhas. Se o editor precisar saber mais, ele perguntará.

Para todos aqueles que ainda não apresentaram suas pautas, mas que deverão fazê-lo nos próximos dias (não se esqueçam!), cabe pensar em algumas dessas dicas.

Aproveite para escrever a sua pauta no espaço abaixo.

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25 respostas para Pautas: do mundinho para o mundão

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  2. Dalton Assis disse:

    São Paulo 25 de junho de 2010

    Órgão público: Secretaria Municipal da Saúde

    Pauta: Passos para matéria do Programa Remédio em casa

    Tema: Programa Remédio em casa – Secretaria Municipal da Saúde

    Histórico
    O Programa Remédio em Casa, criado no início do ano de 2002, pela
    Secretaria Municipal de Saúde, que tem como público alvo os pacientes em tratamento nos programas de Diabetes e Hipertensão Arterial.
    Este projeto visa dar uma nova dinâmica e distribuição gratuita destes
    de medicamentos de uso contínuo.
    Dessa forma proporcionar o fácil acesso aos medicamentos; descongestionar as unidades de saúde e eliminando a necessidade de ida destes pacientes para retirada dos medicamentos.

    Como Funciona
    Para que o paciente tenha acesso a esse programa e necessário fazer o cadastro nas unidades básicas de saúde (UBS) mais próxima de sua residência. Apresentar o RG, Cartão da Familia (CNR -Cartão Nacional da Saúde) Os médicos responsáveis farão a triagem dos pacientes conforme sua enfermidade. E encaminharam para seus respectivos médicos para dar seqüência ao requisitos do programas.

    Fontes
    Diretora responsável da Unidade Básica de Saúde Jardim Lidía
    Ana Paula B. Tavares
    Ouvidoria
    Tel: 5819- 3785

    Sugestões de perguntas
    – Conversar pacientes que participam deste programa
    – Entrevistas médicos e enfermeiros para falar sobre o programa

    Anexos
    Documentos disponíveis em pdf sobre regulamento do programa Remédio em casa.

    • brunogarcez disse:

      Dalton, o programa em si é interessante e poderia render uma reportagem de serviços, mas não há nenhum gancho específico, o que deixa a pauta um pouco solta. Um caminho para achar algo de mais específico talvez fosse tentar encontrar alguns dados sobre o programa, quantas pessoas ele já atendeu, qual é a meta, quantos visam ser atendidos.

      Se o Remédio em Casa estiver também completando “x” anos de existência, também pode ser um caminho legal. Porque aí você poderia cravar algo na linha “Após x anos, Remédio em Casa atinge tantos pacientes, ficando aquém da meta inicial” ou o contrário, se a meta estiver sendo atingida ou mesmo superada.

      Do jeito que está, fica só uma matéria falando sobre o que é o Remédio em Casa, o que, repito, não deixa de ser interessante, mas não é o suficiente para ter uma reportagem que renda um interesse maior.

      Podemos falar melhor sobre isso amanhã.

      Abração,

      Bruno

  3. vander ramos disse:

    PAUTA CMCA (CONSELHO MUNICIPAL DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE)

    Minha tarefa consiste em fazer um reportagem sobre as ações do CMCA no Itaim Paulista.

    No Itaim Paulista, não temos o CMCA pois ele é um órgão central para todas as regiões da cidade de São Paulo. Porém este órgão centraliza e orienta as ações dos Conselhos Tutelares (CT) em todos os Distritos de São Paulo (Capital).

    A região do Itaim Paulista, com aproximadamente 500 mil habitantes, possui apenas um CT. Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e um conselheiro Tutelar do Itaim Paulista Sr Francisco Barros, os Conselhos Tutelares devem ser criados a cada grupo de 200 mil habitantes. Concluímos que no Itaim Paulista deve ter no minimo dois Conselhos Tutelares. Assim é para todas as regiões de São Paulo, pois a Prefeitura preferiu criar os CTs por distrito e não pela densidade populacional de cada distrito. Em São Paulo temos 11 milhões de moradores, portanto devemos ter 55 CTS segundo a Lei que criou o ECA. Hoje temos apenas, 37 CTs distruibuídos nos 96 distritos a cidade, faltando a criação de 18 CTs.

    Pesquisando na Internet não encontrei ninguém que tenha publicado algo a respeito. Portanto considero um assunto inédito e com forte apelo, pois indaga as razões que a Prefeitura tomou para criar os COnselhos Tutelares por região e não por grupo de 200 mil moradores conforme determina o ECA.

    A Pauta veio de uma declaração em maio de 2009, do Conselheiro Tutelar do Itaim Paulista Sr Francisco Barros, no I Fórum de Alcool e Drogas da Zona Leste. Esta declaração foi confirmada pelo Secretario Municipal de Participação e Parceria Sr Ricardo Montouro.

    Minha Pauta abordará: A falta de uma nova sede para um Conselho Tutelar no Itaim Paulista.

    Titulo: Cabe ao Itaim Paulista mais uma sede do Conselho Tutelar?

    Entrevistas:
    Sra Leticia Santos de Souza (Conselheira do CMCA) Fone:(11) 3113.9663 ou (11) 3113.9648
    Sr Francisco Carlos Barros (Conselheiro Tutelar do Itaim Paulista) (11) 2572.0216 ou (11) 3535.3076
    Sr João dos Santos 9Subprefeito do Itaim Paulista) (11) 2561.6064

    Perguntas:

    CMCA
    Se o ECA determina uma sede do CT para cada grupo de 200mil Habitantes, porque a cidade de São Paulo adotou uma sede para cada Distrito com numero de moradores superior ao que determina o Estatuto?
    O que o CMCA está fazendo para criar as novas Sedes do CTs na cidade de São Paulo?
    Quais são as dificuldades encontradas ?
    Este assunto é debatido nas reunioes do CMCA?
    O que é melhor: aumentar o numero de conselheiros, hoje 5 pessoas, ou aumentar o numero de sedes?

    Conselho Tutelar no Itaim Paulista
    Qual a demanda registrada mensalmente pela sede do CT no Itaim Paulista?
    Com uma nova sede, respeitando o grupo de 200 mil moradores, o que mudaria nesta sede?
    Este CT já levou ao CMCA a sugestão de criação de mais uma sede?
    Se autorizada, qual local poderia ser criada esta nova Sede?
    Este assunto está sendo debatido pela Sociedade Civil?

    Subprefeitura do Itaim Paulista
    Qual o envolvimento da subprefeitura no CT?
    Qual a participação da subprefeitura nas demandas registradas no CT?
    Se fosse construir uma nova sede do CT na região, que área a subprefeitura indicaria?
    Indicada a área, quanto tempo levaria, entre projeto e execução, para entregar a edificação?

    • brunogarcez disse:

      Bacana, Vander, acho que pauta está bem desenvolvida, você toca em todos os assuntos que pretende tratar, lista direitinho quem é que você pretende ouvir. Mas só acho que uma informação que a pauta precisa conter é quais os efeitos dessa escassez de conselhos tutelares, como é que isso afeta a comunidade do Itaim Paulista? Que tipo de serviço ou serviços estariam sendo implementados, mas acabam não sendo ou o são, mas de forma insatisfatória? São perguntas que você já deve ter se feito e pode até mesmo saber as respostas, mas não são tão claras para alguém de fora. Mas são indagações que a reportagem precisa conter.

      Abraços,

      Bruno

  4. PAUTA PSF (PROGRAMA SAÚDE DA FAMILIA ).

    Minha tarefa é fazer um reportagem sobre as ações do PSF no Itaim Paulista.

    “Ampliação do ESF no Itaim Paulista uma real necessidade !”

    O Brasil enfrentou nas décadas de 60 a 80 significativas mudanças na área da saúde, uma delas foi a implantação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988. O novo modelo implantado em todo o território nacional gerou a criação de um conjunto de Normas Operacionais para orientar o setor público, a mais importante aconteceu em 1996 com a reorientação da Atenção Básica de Saúde e o inicio do Programa do Agente Comunitário de Saúde (PACS) e Programa Saúde da Família (PSF).
    Neste período o Município de São Paulo optou por não seguir as diretrizes do SUS e sim outro modelo de assistência, o Programa Atenção à Saúde (PAS). A Secretaria de Estado da Saúde, considerando o não cumprimento das recomendações oficias, elaborou, no mesmo ano, o Projeto Qualis (Qualidade Integral em Saúde) para efetivação dos Programas.
    A Casa de Saúde Santa Marcelina que também administra um Hospital na Região do Itaim Paulista participou deste processo de implantação, que aconteceu, inicialmente, na zona leste de São Paulo e ao longo nas regiões norte e sul. Com a parceria da Instituição, o Projeto Qualis expandiu rapidamente e no final de 2001 já contava com 28 unidades de saúde, 96 equipes e uma população cadastrada de mais de 300 mil habitantes.
    Apesar do bom resultado, a mudança na gestão do município originou na extinção do Projeto Qualis, o que levou a Secretaria Municipal de Saúde a estabelecer convênio com o SUS assumindo então a Atenção Básica.
    Neste processo a Casa de Saúde Santa Marcelina desempenhou um importante papel na reorganização da Atenção Básica ao se tornar parceiro da Secretária para a zona leste II de São Paulo, que compreende as subprefeituras de Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo, Guaianases, Itaim Paulista, Itaquera, São Mateus e São Miguel.
    Porém na pesquisa feita com moradores do bairro Itaim Paulista com aproximadamente 500 mil habitantes, mostra que o serviço não vem dando conta de sua área de abrangência, Atualmente, a ESF está implantada em quase todos os Municípios, com atuação de mais de 28 mil equipes na estratégia, 16 mil equipes de Saúde Bucal e 218 mil Agentes Comunitários no Brasil. Só na cidade de São Paulo são mais de 1.200 equipes distribuídas em 29 Subprefeituras pertencentes a cinco regionais. Apesar do significativo número, a cobertura na cidade ainda
    permanece baixa, cerca de 30% para 783 mil habitantes cadastrados. Na zona leste fazem parte 65 programas e 232 equipes.
    Nas regiões onde o trabalho da ESF é efetivo os resultados podem ser mensuráveis, pois há uma melhor cobertura de casos prioritários como: gestantes, diabéticos, hipertensos, crianças menores de dois anos, idosos, pacientes com tuberculose e hanseníase. O impacto maior tem sido na diminuição da mortalidade infantil – a cada 10% de cobertura da ESF a mortalidade infantil diminui em 4% .
    Fontes : Moradores Locais
    Marcelle Canfilld Dep de Comunicação e Marketing
    Coordenadora APS Santa Marcelina
    Contato 2056-6262 Ramal 6235
    e-mail Marcelle@aps.santamarcelina.org

    Proposta para entrevistas

    Sra Ilza Donizete Agente de Campo do PSF
    Marcelle Canfilld Coordenadora APS Santa Marcelina
    Moradores: Onde serviço ainda não chegou.

  5. Rafael Gonçalves disse:

    Sugestão de Pauta: Moradia

    1 – Abordar a questão da falta de moradia na cidade de São Paulo. Mostrar quais são as condições de vida dos moradores de rua. Conversar com a Prefeitura para saber as causas do problema e quais medidas têm sido tomadas para solucioná-lo. Visitar um albergue para ver quais são as condições do local e como ele funciona.

    2 – Abordar a questão da construção de moradias em áreas de mananciais, como é o caso da periferia de Itapecerica da Serra. Terrenos próximos a represa de Guarapiranga foram invadidos pela população carente e casas foram erguidas. O risco de enchentes é grande. Além disso, o terreno pertence à Prefeitura, o que gera a suspeita de que um dia será tomado de volta. Mas, para onde irão essas pessoas?

  6. Cláudia Pereira disse:

    A Escola Estadual do Jardim das Palmas zona sul sofre com falta de Professores

    As escolas periféricas de São Paulo buscam solucionar problemas com falta de professores na área de exatas. Na escola estadual Neyde Aparecida na zona sul os administradores da escola driblam com a falta de professores das disciplinas de matemática e química. Com a falta de assessoria, trabalham além da carga horária que é de 40 horas. A escola tem dificuldade em desenvolver programa educacional para a comunidade, por falta de assistência dos órgãos do governo estadual e contam com apoio de colegas para cumprir com carga horária escolar dos alunos. Outra dificuldade que a escola enfrenta é com relação ao programa de inclusão digital na escola, faltam computadores, dos quatro que a escola possui só dois é conectado em rede, faltam materiais de apoio e segurança. Professores e alunos convivem quase que diariamente com a violência na escola. Ainda na mesma região sul a escola Francisco de Paula na região do Campo Limpo passa pelas mesmas dificuldades e por conseqüência disso os próprios docentes decidiram não esperar e desenvolveram métodos para escola e comunidade.

    Para a matéria:
    – Apresentar dados sobre escolas estaduais de são Paulo em novo programa de governo
    – Dados sobre os números de professores estaduais para disciplinas de exatas;
    – Trazer informações da secretaria de educação e especialistas da área;
    – Entrevistar professores que estão fora das salas de aula;
    – Entrevistar pais para saber quais as perspectivas que tem sobre a escola;
    – Informação sobre o bônus salarial de professores e quais mudanças para o professor ingressar na rede estadual de ensino

    FONTES:
    Professores
    Professor – Gildo Ribeiro de Castro – diretor da escola
    Fone 5844 9526
    Email – homargil@bol.com.br
    Professor – Higino José de Andrade
    Fone 4666 8274
    Professor – Paulo Vitor 5825 2778
    Apeosp
    Helenice e Adalberto
    Fone – 5681-4826
    Email – sulsantoamaro@apeoespsub.org.br

    Secretaria de Educação?

    • brunogarcez disse:

      Claudia, a sua pauta é excelente e é um tema de grande importância. Mas seria legal se você tentasse ouvir também alguma fonte oficial. Alguém da Secretaria Estadual de Educação. Sei que isso é complicado, ainda mais que o “Mural” ainda não é um grand nome da imprensa brasileira. Mas se Deus quiser a gente chega lá. Mas, enfim, a gente tem que ao menos tentar. Se ninguém quiser falar conosco, basta acrescentar na matéria, algo nesta linha: “Procurada pela reportagem do “Mural”, a Secretaria Estadual de Educação não retornou os telefonemas enviados”.

  7. Elisângela Fernandes disse:

    Pauta: Secretaria de Participação e Parceria de SP.

    Fazer uma análise crítica do projeto “Agente Comunitário de Comunicação”, realizado pela secretaria de participação e parceria da prefeitura de SP, em parceria com Dimenstein.
    Transparência: resultados, orçamento; procura; continuidade?

    Análise do material produzido pelos jovens agentes.

    Entrevistas com jovens de diferentes bairros que participam do projeto.

    Site: http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/participacao_parceria/coordenadorias/juventude/noticias/index.php?p=1255

    • brunogarcez disse:

      Oi Elisângela. Acho bacana, uma boa pauta, que toca em todos os pontos importantes: resultados, orçamento, procura e continuidade do programa Agente Comunitário de Comunicação. As sugestões de entrevistas são legais, mas talvez valesse também tentar falar com algum educador, mais ou menos isento ou que não fosse ligado ao programa para que ele desse sua opinião. Mas, de resto, está tudo bem legal.

  8. Meuã disse:

    Plano de Educação da CIDADE DE SÃO PAULO

    Nos dias 18 e 19, foi realizado o PLANO DE EDUCAÇÃO DA CIDADE DE SÃO PAULO, a maior discusão foi sobre a Educação Infantil entre professores da creches diretas e os educadores das creches convêniada, uma das pautas do plano é o fim das creches convêniadas que foi proposta por professores da rede direta. As ONGs mantenedoras das creches convêniadas estavam em minoria e ao se por em votação a pauta se seria aprovada ou não os professores da rede direta venceram com o sorrisos e aplausos efóricos o fim das creches convêniadas o que deixara mais de 150 mil crianças, muitas sem ter aonde ficar por causa do trabalhos dos pais…

    Eu fui delegado do plano de Educação.
    tel:6140289
    blog: joesmeua.blogspot.com

    • brunogarcez disse:

      O tema é sem dúvida interessante, José Luís, mas você está falando somente de um evento que já rolou. Como é que você faria para jogar essa pauta para a frente, para o momento atual, para o futuro? E é importante também dizer o que isso representa, qual o impacto do fim das creches conveniadas? Por que os professores optaram pelo fim dessas creches? Qual é a disputa aí em jogo? O que cada facção defende? E, mais importante, o que deve acontecer daqui para a frente e quais são os diferentes interesses envolvidos nessa história toda?

      • Joes Meuã disse:

        Em um impacto geral as ONGs que são matenedoras de crehes coveniadas a prefeitura de São Paulo, teriam demitir um número de 1000 fucionários, entre pedagogos, cozinheiras e pessoas que não tem ao menos o ensino fundamental que trabalham na área de serviços gerais ficariam sem está ajuda das creches, além do que o governo de São Paulo no momento não tem como remanejar essas pessoas pois não há creches suficientes para tantos trabalhadores(as). Enquanto aos professores, há um preconceito com as educadoras pelo motivo futel de que as educadoras da creches covêniadas tem em seu curriculum apenas o magistério e uma das disputas maiores das ONGs é igualitar o sálario pois as duas creches tanto a direta quanto a convêniada exercem o mesmo papel profissional e as cobranças de estrutura e projeto pedagógico são os mesmo. Por fim, com o fim das creches convêniadas mais de 140 mil crianças em toda São Paulo ficarão sem ter onde ficar pois muitos dessas crianças tem pais que trabalham até ás 19horas e não tem com quem ficar,então para isso as ONGs com creches irá se mobilizar junto a camara dos deputados com enorme passiata social em pro a exclusão do plano de educação à pauta que extingui as creches convêniads da cidade São Paulo…

  9. Pamela Alexandre disse:

    Sugestão de pauta

    Diante da falta de incentivo à cultura, muitos movimentos estão nascendo na periferia e emergindo para as outras classes. Esse é o caso da Contexto Coletivo, uma cooperativa de artistas com diferentes habilidades, que começaram seu movimento colorindo os muros cinzas no bairro do Capão Redondo, zona sul da cidade de São Paulo. Inicialmente, a proposta do grupo era fazer intervenções artístiscas, por meio do grafite, e revitalizar diversas áreas da comunidade. Aos poucos, o projeto se consolidou e os artistas inauguraram uma loja de roupas e objetos costumizados na mesma região. E para mostrar que a cultura musical nas periferias não se resume apenas ao hip-hop e ao funk, o grupo reune DJ’s para promover festas gratuitas de música eletrônica e reggae na própria loja.

    A ideia é fazer a cobertura de uma das festas promovidas pelo grupo e mostrar como um movimento vindo da periferia está atingindo a mídia e atraindo pessoas de diferentes regiões e classe sociais.

    Fontes:
    Artistas:
    Fábia Roberta
    Audrey Martins
    Rodrigo Branco

    • brunogarcez disse:

      Beleza de pauta, Pamela, rende belas fotografias, rende um vídeo e um bom texto. Tudo junto. Agora, como te falei nos emails que trocamos, é preciso ouvir os moradores locais, de diferentes idades, para ver o que eles acham, se eles curtem, se eles se identificam, se eles sentem que as ações do Contexto Coletivo ajudam a elevar a auto-estima dos residentes do Capão Redondo. Era bom também ouvir o representante ou um representante da associação de moradores local. Mas, de um modo geral, acho que é uma boa pauta, que está bem trabalhada.

  10. Telma Amorim disse:

    São Paulo, 27 de junho de 2010

    Pauta

    Assunto: Denúncia/medo

    Telma Amorim

    O assunto tratado nesta pauta diz respeito ao receio que as pessoas têm de fazer uma denuncia.
    É uma realidade que faz parte dos quatro cantos do Brasil, porém a denuncia é fundamental para que os crimes sejam punidos, maridos que espancam mulheres e filhos, agressões à crianças, abuso de poder de polícia, autoridades, fraude, má direção escolar, professores que ofendem alunos, etc.
    E também acarear a forma como uma denúncia é cuidada pelas autoridades responsáveis, exemplificar casos em que queixas foram feitas porém nada foi resolvido e um crime maior aconteceu.

    • O repórter deve questionar moradores tanto da periferia quanto de áreas nobres de SP
    • Conhecer diversos casos de denúncias, que salvaram vidas e também aquelas que não tiveram um resultado positivo
    • Questionar a forma como uma denúncia procede dentro do órgão da Secretaria da Segurança Pública
    • Perguntar por que muitas denúncias não feitas e caso não resolvido
    • Por que a população tem tanto receio de falar sobre impunidade
    • O que pensa a maioria da população brasileira e de outros países que tem a estrutura de segurança publica parecida com a do Brasil

    Endereço da Secretaria da Segurança Pública SP:
    AV HIGIENOPOLIS, N° 758 – CENTRO
    Telefone: (11)8205-2738

    Site
    http://www.ssp.sp.gov.br/

    “E-mai da assessoria de imprensa
    imprensa@forumseguranca.org.br

    • brunogarcez disse:

      O tema é muito interessante, Telma, mas é uma pauta sem dúvida alguma de difícil execução. Talvez fique mais fácil se você centrar em um único tipo de denúnica ou em 2 ou 3 tipos. Do jeito que está, denúncia sobre vários temas, fica um pouco mais vago e de mais difícil apuração. Pense nisso.

  11. Telma Amorim disse:

    São Paulo, 14 de julho de 2010

    PAUTA
    Assunto: Reurbanização da comunidade Vila Rubi

    Telma Amorim

    No bairro Vila Rubi há um grande problema de urbanização, depois de anos de só promessa o governo iniciou a obra que consiste em canalizar córregos e asfaltar ruas que têm precárias condições de calçamento, por conseqüência deste projeto diversas casas foram derrubadas, deixando entulhos que hoje agrava o alagamento quando chove, essa situação deveria ter acabado com as obras, porém foram interrompidas no começo desse ano, sem data prevista para recomeçar.

    • O repórter deve entrevistar o representante do bairro Sr. João, conversar sobre esse descaso com a Vila Rubi, perguntar o que ele sabe do assunto e o que faz para melhoria do bairro.
    • Falar com os moradores, pedir a opinião de quem está vivenciando a situação, o que eles acham das ruas que já foram feitas, se o resultado foi o mesmo que o esperado.
    • Tirar fotos das casas derrubadas, das condições do bairro.

    • brunogarcez disse:

      Oi Telma, gostei da sua pauta. Acho que ela é bem interessante, diz respeito a um tema importante de seu bairro. É legal, sim entrevistar moradores e representantes do bairro, mas, se possível – e eu sei que é complicado, seria bom se você conseguisse falar com alguém da subrprefeitura que cobra a região. O João a quem você se refere é representante da associação de moradores local, não é isso? É bom falar com ele, mas era legal que não ficasse só nele e nos moradores.

  12. Marta Barbosa dos Santos disse:

    Reforma da biblioteca Mario de Andrade

    A reforma está atrasada em mais de um ano, tanto a coleção circular, quanto o acervo que não é emprestado. A biblioteca está fechada desde setembro de 2007, e o projeto previa o término da obra para 18 meses depois.
    Entrevistar o Subprefeito ou responsável, e descobrir quais as atitudes tomadas pela Subprefeitura em relação ao tempo de atraso da obra, e de impossibilidade de acesso ao acervo. A falta de informação durante a reforma, para seus usuários e as melhorias que estão sendo implantadas.
    Fotografar a reforma da biblioteca internamente, o local onde está sendo mantido seu acervo, principalmente as obras antigas e raras, e a área (se houver) que já está pronta para a reabertura.

    Banco de alimentos

    Projeto de parceria entre as Subprefeituras para arrecadação e distribuição de alimentos. Descobrir como fazer as doações e o sistema de organização dos alimentos e sua distribuição.
    Entrevistar um responsável por uma das instituições beneficiadas sobre a importância dessas doações e possibilidades de aumentar a divulgação do projeto para pessoas físicas, além de tirar fotos e conhecer um pouco do trabalho realizado com os alimentos doados.

  13. Luciana Sales disse:

    Pauta escolhida para realização da reportagem:

    Pauta: Ação Integrada Centro Legal

    Objetivo: Falar de um projeto realizado pela subprefeitura da Sé, que
    traz a proposta de acabar com as drogas no centro de São Paulo levando
    os viciados para serem tratados e reinseridos na sociedade.

    Proposta:
    A Ação Integrada Centro Legal é realizada em parceria com a
    Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado, Poder Judiciário,
    Ministério Público e sociedade civil para recuperar o Centro da
    capital paulistana, através de apreensões de mercadorias ilegais,
    prisões, fechamento de estabelecimentos irregulares e abordagem e
    encaminhamento de dependentes de drogas aos serviços especializados de
    saúde. O objetivo é combater uma série de problemas crônicos da região
    e ajudar no tratamento e ressocialização de dependentes de álcool,
    drogas e pessoas com problemas psíquicos.
    Participam da Ação Integrada Centro Legal as secretarias municipais da
    Saúde, Assistência e Desenvolvimento Social, Habitação, Coordenação
    das Subprefeituras, Segurança Urbana e Controle Urbano; o Ministério
    Público; as polícias Militar, Civil, Técnico-Científica e a Guarda
    Civil Metropolitana; a Secretaria de Estado da Saúde; o Conselho
    Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool (Comuda); o Contru,
    a Covisa; o Centro de Controle de Zoonoses; o Departamento de Limpeza
    Urbana (Limpurb); o Departamento de Iluminação Pública (Ilume);
    Conselho Tutelar; Vara da Infância e Juventude; Companhia de
    Engenharia de Tráfego (CET); Eletropaulo; Sabesp; Poder Judiciário; e
    sociedade civil.
    O COMUDA (Conselho Municipal contra as Drogas e o Álcool) tem como
    objetivo integrar o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e
    Repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias
    entorpecentes ou que determinem dependência física ou
    psíquica,conforme o disposto na Lei Federal nº 6368 de 21 de outubro
    de 1976.

    Fontes:

    Subprefeitura da Sé
    Assessoria de Imprensa: Gislaine e Patrícia
    Tel: 3397-3480

    COMUDA (Conselho Municipal contra as Drogas e o Álcool)
    Presidente: José Florentino dos Santos Filho
    Tel: 3113-9644

    • brunogarcez disse:

      O projeto Ação Integrada Centro Legal de fato soa bem interessante. Acho que seria legal você falar com ex-dependentes que já passaram por ele e hoje estão recuperados. E, se possível, tentar falar com algum analista, algum especialista do setor que poderia opinar se o programa está de fato tendo êxito. E, se está ou não, dizer o porquê. Isso só para termos um contraponto, para não ficar só ouvindo as vozes oficiais.

      • FRANCISCO CARLOS BARROS disse:

        É A MESMA IDEIA MINHA ,UMA AÇÃO EM CONJUNTO ,AQUI NO ITAIM PAULISTA ,EU COMO CONSELHEIRO TUTELAR ESTOU TENTANDO UMA AÇÃO EM GRUPO COM A GUARDA METROPOLITANA E COMANDO DA POLICIA MILITAR,EM UMA INTEGRAÇÃO ,NAS ESCOLAS DO GRUPO DE JOVENS,NO USO DO NARGUILLE ,JUNTO COM DROGAS.ESCOLAS TENDO AULAS E JOVENS FORA DA SALA DE AULA,USANDO DROGA E NINGUÉM FAZ NADA………………………..FICAMOS INERTE.ISSO NÃO PODE………………………………………………………..

  14. Pingback: Bruno Garcez: o que e pra quê Jornalismo Cidadão | Maria Frô

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