Câmera na mão e pé na estrada

Após a realização da primeira reportagem de vídeo fora da base, seguiram-se várias outras e estas se tornaram mais rotineiras e, por conseguinte, mas fáceis de fazer.

O único incômodo era o peso, já que tive de, em inúmeras ocasiões, carregar câmera de filmagem, tripé e computador, para transmitir as imagens gravadas, ainda no mesmo dia.

A bizarrice de ter de filmar a mim mesmo, postando a câmera no tripé e inverter o visor para que eu pudesse me ver ainda causava estranhamento a muitos transeuntes.

No dia da vitória de Barack Obama, em Chicago, em 2007, pouco após o seu histórico discurso já como candidato eleito,  um grupo de pessoas se prostou a meu redor para poder acompanhar a cena insólita que eram as gravações de minhas passagens e encerramentos.

Nessa temporada, eu viajei para 20 estados americanos e me deparei até com personagens insólitos, como uma brasileira que trabalhava na campanha de Obama em uma pequena cidade do meio-oeste americano.

Nessa fase, eu também criei um blog, no qual registrava acontecimentos da campanha e fazia comentários sobre eventos insólitos, como o iraquiano que realizou um “atentado” contra o ex-presidente George W. Bush, valendo-se de uma boa pontaria e de seus sapatos.

Nessa mesma fase, comecei, também a realizar vídeos e reportagens de internet em viagens para o exterior.

A primeira delas foi para o Haiti, durante a cobertura de uma visita do ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Um dos outros destinos inevitáveis nessa época foi Honduras. Pouco após a deposição do presidente Manuel Zelaya, fui ao país centro-americano por duas ocasiões.

Pouco antes de passar por lá, cheguei a conversar com o próprio Zelaya, que veio a Washington para tentar angariar apoio à sua recondução à presidência, sem grande êxito, como se veria depois.

Dessa vez, no entanto, como se tratava de um evento especial, a entrevista exclusiva de um chefe de Estado, pude contar com um cinegrafista profissional e com um duas câmeras. Minha tarefa foi a de editar o material.

Pouco tempo depois, eu parti com câmera na mão e uma cobertura na cabeça para Honduras.

Na ocasião, o país estava profundamente dividido entre os que queriam a restituição de Zelaya e os seus opositores mais ferrenhos, que defendiam o governo golpista de Roberto Micheletti.

Na ocasião, por conta da natureza algo tensa nas ruas da capital hondurenha, Tegucigalpa, quando filmava, em especial quando fazia externas, trabalhava junto com a colega Cecília Barría, da BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, a fim de garantir que ninguém iria danificar os equipamentos ou agredir um dos repórteres.

Já que os militantes pró-Micheletti nos chamavam de chavistas, uma vez que o Brasil apoiava a restituição de Zelaya, e, durante um protesto contra o governo interino, um manifestante chegou a ser morto pelo Exército de Honduras.

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