Muito chão pela frente

Os projetos de cidadão-jornalismo ou jornalismo com conteúdo participativo ainda são escassos no Brasil.

Recentemente, muitos sites e os principais portais brasileiros acordaram para o potencial de conteúdo gerado por usuários.

Mas eles costumam usar esse conteúdo, de forma limitada, restringindo-o a páginas específicas, como o Eu-Repórter, do Globo, no qual internautas podem enviar flagrantes fotográficos ou relatos de texto, vídeo ou áudio sobre temas diversos, mas costumam prevalecer assuntos como incêndios, buracos em ruas e casos de desrespeito à ordem pública.

Há também espaço para recursos digitais mais modernos, como por exemplo, mapas interativos criados a partir de denúnicas ou relatos de leitores.

O portal Terra também conta com um espaço semelhante, o Vc Repórter, que reúne conteúdo diverso enviado por internautas. Mas o que prevalece são denúnicas e fatos que fogem ao usual.

O site Overmundo é um dos pioneiros no país na oferta de conteúdo participativo e, talvez seja um dos únicos no Brasil, a se especializar na cobertura cultural produzida exclusivamente por seus usuários.

O Overmundo pede contribuições dos internautas sobre cultura brasileira e ”a cultura produzida por brasileiros em todo o mundo, em especial as práticas, manifestações e a produção cultural que não têm a devida expressão nos meios de comunicação tradicionais”.

Um segmento que se sente particularmente desassistido pela mídia tradicional são jornalistas e escritores egressos de comunidades de periferia e áreas pobres e/ou remotas do país ou representantes de minorias étnicas.

O portal Índios Online reúne textos e vídeos criados por voluntários indígenas provenientes de sete aldeias diferentes: Kiriri, Tupinambá, Pataxó-Hãhãhãe, Tumbalalá na Bahia; Xucuru-Kariri, Kariri-Xocó em Alagoas e os Pankararu em Pernambuco.

Os índios-repórteres se conectam à internet em suas próprias aldeias.

Outra recente iniciativa de destaque é o Viva Favela, produzido pela organização não-governamental carioca Viva Rio. O projeto se define como uma revista virtual, que reúne textos, vídeos e fotos enviadas por “correspondentes comunitários”, egressos de comunidades pobres de diferentes partes do país.

Cada “edição” do Viva Favela deverá contar com a curadoria de nomes de destaque, como o jornalista Caco Barcellos, o antropólogo Hermano Vianna e a atriz Regina Casé.

Esse post foi publicado em Anúncios. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Muito chão pela frente

  1. Pingback: Projeto de jornalismo cidadão leva notícias da periferia de São Paulo para a grande mídia | Olho na Mira

  2. Pingback: Bruno Garcez: o que e pra quê Jornalismo Cidadão | Maria Frô

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s