Ação Integrada Centro Legal projeta o fim da Cracolândia

por Luciana Sales

Mural Brasil

Drogas consumidas a ceu aberto, pessoas dormindo debaixo de marquises e de viaduto. Esse é o retrato da realidade de vida de milhares de pessoas que moram nas ruas da cidade de São Paulo. A região central da cidade, antes conhecida como Centro Antigo e hoje como “Cracolândia” é um drama na vida de quem mora e trabalha nesta área.

Ao longo dos anos e dos diversos governos, essa região da cidade foi cada vez mais sendo relegada. Os investimentos se estagnaram, o centro econômico e financeiro migrou de região e o local foi sendo tomado aos poucos por moradores de rua e dependentes químicos.

Com o tempo, a situação agravou-se e a população de rua aumentou. O descaso público foi tão grande, que o local passou a ser ponto de consumo e venda de drogas publicamente conhecido.

Segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) da USP, os chamados moradores de rua da capital aumentaram em 57% nos últimos 10 anos. Hoje existem em São Paulo 13.666 pessoas nessas condições, contra 8.706 em 2000. Pouco mais da metade delas (51,8%), procura os albergues mantidos pela Prefeitura para dormir com segurança e conforto.

A outra parte desses moradores de rua (48,2%) dorme ao relento, totalmente desprotegidos, sob a ameaça de atos de violência. Completa a pesquisa da FIPE, outros dados importantes para o desenvolvimento de ações do poder público: 7,7% da população de rua é composta de jovens, sendo que metade é viciada em crack; só 7,8% têm mais de 50 anos e a grande maioria (79,7%) tem idade média de 40,2 anos e é do sexo masculino.

Mediante algumas ações desenvolvidas pela Prefeitura e por órgãos públicos, como a criação de albergues e a expansão de outros serviços sociais, deu-se o primeiro passo para a construção de um programa voltado totalmente para a abordagem, tratamento e reintegração de moradores de rua na sociedade: a Ação Integrada Centro Legal.

A Ação Integrada Centro Legal tem como objetivo dar atendimento completo às pessoas que vivem nas ruas, sejam elas dependentes químicos ou não, e dar-lhes tratamento de saúde e psicológico adequado, de acordo com suas necessidades. Também designa reinseri-las socialmente oferecendo ainda apoio educacional, capacitação profissional, oportunidade de trabalho e a possibilidade de refazer seus laços afetivo-familiares, reinserindo-as, assim, socialmente.

A primeira fase deste projeto é abordar todo e qualquer indivíduo que está morando nas ruas da cidade e que possui problemas com álcool e drogas. A abordagem é feita pelos agentes comunitários da Secretaria Municipal de Saúde e pelos agentes de proteção urbana da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Os agentes abordam os moradores de rua, até que se estabeleça um vínculo entre eles, capaz de convencê-los a aceitar o tratamento oferecido. As abordagens são feitas durante o dia ou à noite. Os usuários de drogas e álcool são encaminhados então para o CRATOD (Centro de Referência de Atendimento a Tabaco, Álcool e Outras Drogas, Assistência Médica Ambulatorial – AMA Sé ou AMA Boracéia, onde receberão atendimento clínico e uma avaliação psicológica, psiquiátrica e social.

Uma equipe multidisciplinar irá avaliar as condições de saúde do paciente, juntamente com o principal problema que é a dependência química. Paralelamente, o paciente começará a passar por um período de desintoxicação.

Após esse tratamento no CRATOD, o paciente é encaminhado para clínicas ou comunidades terapêuticas, onde é feito um tratamento para superar a dependência química. Além disso, há o desenvolvimento de cursos e tratamentos diversos que visem a recuperação física e social, levando-os a resgatar sua cidadania.

A terceira etapa é dar completo e amplo atendimento de saúde, educacional e de reinserção social aos pacientes moradores de rua e dependentes químicos, resgatando assim sua cidadania, a chamada moradia assistida, que possibilitará a construção de um projeto de vida e o restabelecimento de vínculos familiares.

Para que todo esse trabalho seja desenvolvido adequadamente e solucione os problemas dos moradores de rua reinserindo-os na sociedade, há a necessidade de um grande envolvimento de profissionais de diversas áreas e de órgãos públicos municipais e estaduais: Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal de Assistência Social, Comuda (Conselho Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool), Defensoria Pública, Ministério Público, entre outros.

Roteiro de elaboração desta Reportagem:

1º. passo: Elaborei a pauta relacionada ao assunto “Programa Ação Integrada Centro Legal”, onde mencionei o objetivo, a proposta e as fontes indicadas ao tema;

Pauta: Ação Integrada Centro Legal
Objetivo: Falar de um projeto realizado pela subprefeitura da Sé, que traz a proposta de acabar com as drogas no centro de São Paulo levando os viciados para serem tratados e reinseridos na sociedade.
Histórico:
A Ação Integrada Centro Legal é realizada em parceria com a Prefeitura de São Paulo, Governo do Estado, Poder Judiciário, Ministério Público e sociedade civil para recuperar o Centro da capital paulistana, através de apreensões de mercadorias ilegais, prisões, fechamento de estabelecimentos irregulares e abordagem e encaminhamento de dependentes de drogas aos serviços especializados de saúde. O objetivo é combater uma série de problemas crônicos da região e ajudar no tratamento e ressocialização de dependentes de álcool, drogas e pessoas com problemas psíquicos.
Participam da Ação Integrada Centro Legal as secretarias municipais da Saúde, Assistência e Desenvolvimento Social, Habitação, Coordenação das Subprefeituras, Segurança Urbana e Controle Urbano; o Ministério Público; as polícias Militar, Civil, Técnico-Científica e a Guarda Civil Metropolitana; a Secretaria de Estado da Saúde; o Conselho Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool (Comuda); o Contru, a Covisa; o Centro de Controle de Zoonoses; o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb); o Departamento de Iluminação Pública (Ilume); Conselho Tutelar; Vara da Infância e Juventude; Companhia de Engenharia de Tráfego (CET); Eletropaulo; Sabesp; Poder Judiciário; e sociedade civil.
O COMUDA (Conselho Municipal contra as Drogas e o Álcool) tem como objetivo integrar o Sistema Nacional de Prevenção, Fiscalização e Repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes ou que determinem dependência física ou psíquica,conforme o disposto na Lei Federal nº 6368 de 21 de outubro de 1976.
Fontes
– Subprefeitura da Sé
Assessoria de Imprensa: Patrícia
Tel: 3397-3480

– COMUDA
Presidente: José Florentino
Tel: 3113-9644

2º. passo: Após ser aprovada pelo prof. Bruno Garcez comecei a desenvolver a pauta, primeiramente fazendo uma pesquisa sobre o assunto escolhido;

3º. passo: Liguei para a assessoria do COMUDA (Conselho Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool) e conversei com o presidente do mesmo, o senhor José Florentino, a quem expliquei que eu fazia parte de um projeto de Jornalismo Cidadão da Folha de São Paulo e necessitava de ajuda para conseguir material sobre um determinado projeto relacionado ao próprio COMUDA. Então ele me indicou que eu falasse com a assessoria da Subprefeitura da Sé, para me informar sobre o programa “Ação Integrada Centro Legal”, passando o nome e telefone da assessora.

4º. passo: Entrei em contato com a Patrícia, assessora da Subprefeitura da Sé, para solicitar informações sobre o programa. Então, ela pediu que eu encaminhasse um e-mail a ela explicando o que eu queria exatamente.

5º. passo: Recebi a resposta da assessora cinco dias depois de mandar o e-mail. Ela encaminhou toda a explicação sobre o “Programa Ação Integrada Centro Legal”, juntamente com o link de acesso à página da Prefeitura, que explica tudo sobre o programa.

6º. Passo: Com o material em mãos, comecei a escrever a matéria e também conversei novamente com o presidente do COMUDA e combinei com ele de encaminhar algumas perguntas para completar meu texto.

7º. Passo: No final das contas, eu consegui desenvolver bastante meu texto, porém não obtive sucesso com as perguntas que mandei ao presidente, pois o mesmo não teve espaço para responder o que eu tinha interesse em saber.

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2 respostas para Ação Integrada Centro Legal projeta o fim da Cracolândia

  1. ola gostaria de saber com funciona o projeto, como faço para ter uma participação, em trabalho com o projeto,

  2. Já estava na hora de alguém fazer alguma coisa por aquelas pessoas e aquele bairro.Do jeito que estava não poderia permanecer. É lógico que sempre haverá quem critique. Eu apoio!

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