Casa do Aprender: planejar faz a diferença

Por Elisângela Fernandes

Mural Brasil

Na periferia de Osasco, região metropolitana de São Paulo, 130 crianças de 1 a 5 anos são atendidas na Casa do Aprender. O local faz jus ao nome, o aprendizado dos pequenos é levado a sério e a realização de atividades planejadas fazem parte da rotina das crianças.

Semanalmente, os professores fazem o planejamento das ações que serão desenvolvidas, após realizá-las, registram a atividade apontando o que deu certo ou não. Em cima disso, a coordenadora pedagógica faz uma análise crítica e busca pontuar as ações mais significativas e desafiadoras.

O papel do coordenador é instigar a educadora a fazer boas propostas, ações que tenham maior significado. Uma das primeiras atividades do dia é chamada, a professora canta junto com os pequenos o nome de cada um dos alunos para checar quem está ausente.

“É uma forma de trabalhar a identidade. Desde pequena a criança tem contato com o seu nome, que é a primeira palavra chave. Nas salas tudo possui nome, o local de guardar a mochila, as pastas, muitas vezes com a foto e o nome do aluno”, afirma Eliete Fonseca Alves, coordenadora pedagógica do ensino de 0 a 3 anos.

Trabalhar a autonomia das crianças é um dos pontos trabalhados na creche. Segundo a coordenadora pedagógica ao chegar à escola, as crianças aprendem onde devem colocar seus pertences, a amarrar o cadarço, a se servir sozinha na hora do almoço, a escolher o que vai comer e a quantidade.

Gislene Ferreira da Silva, professora que atua com alunos de 0 a 3 anos na Casa do Aprender, afirma que o maior desafio de trabalhar com crianças nessa faixa etária é desenvolver a oralidade. Ela diz que “faz parte da rotina diária contar histórias e estar atenta aos que os alunos falam, corrigir a pronuncia. Além disso, é importante sempre perguntar qual é a necessidade da criança, se ela está com sede, fome ou sono”.

Conquistar a atenção dos pequenos por um longo tempo é quase uma missão impossível. Por isso contar histórias e repetir o repertório contribuí para que os alunos aos poucos apreendam o sentido. “Mesmo que durante as rodas de histórias, as crianças estejam olhando para outro lado, brincando, elas aprendem, comentam e muitas vezes escolhem qual história deve ser contada” diz a professora.

Atualmente, a Associação Mulheres pela Educação (AME) gerencia sete creches em Osasco. Entre elas está a Casa do Aprender, construída exclusivamente para atender crianças de 0 a 6 anos. A iniciativa faz parte do Programa de Educação Infantil (PEI) da Fundação Abrinq, em parceria com a Fundação Filantrópica Safra. A formação das educadoras foi feita em parceria com o Instituto Avisa Lá.

A iniciativa nasceu em 1986, a partir da necessidade de um grupo de mães em Osasco, que precisavam trabalhar e não tinham onde deixar as crianças, isso resultou na criação da antiga Associação das Mães Crecheiras, que cuidavam das crianças em suas próprias casas.

Com o passar do tempo, as crianças deixaram de ficar nas casas e passaram para espaços comunitários. Hoje, há um grande trabalho de profissionalização com capacitação e formação continuada. “As creches não são apenas um lugar para guardar as crianças, mas um ambiente de constante aprendizado”, afirma Terezinha.

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