Favelas boas de voto

Nos últimos meses, os candidatos à Presidência e ao governo do Estado de São Paulo bateram ponto nas duas maiores favelas paulistanas, Heliópolis e Paraisópolis.

E ambas servem de cenário constantemente tanto ao programa político do candidato do candidato do PSDB à presidência, José Serra…

…como de sua rival, a candidata à presidência pelo PT, Dilma Rousseff:

Agora, leia este texto, de autoria do repórter Fabio Victor, sobre a peregrinação dos candidatos às duas localidades.

politicópolis
Sábado, 02/10/2010
Autor: FABIO VICTOR
Origem do texto: DE SÃO PAULO
Editoria: CADERNO ESPECIAL    Página: Especial-15
Edição: São Paulo    Oct 2, 2010

Com cerca de 200 mil habitantes e várias obras de urbanização, Heliópolis e Paraisópolis, as maiores favelas-bairro de SP, fazem campanhas frenéticas e são alvo de disputa entre os candidatos
FABIO VICTOR
DE SÃO PAULO

A campanha pegou fogo em Heliópolis e Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. E, aconteça ou não segundo turno nas eleições, ambos continuarão despertando interesse elevado dos políticos.
Bairros ainda com alto índice de favelização ou favelas em vias de virar bairro, foram disputados pelos dois principais candidatos à Presidência justamente por experimentarem processos intensos de urbanização.
Dilma Rousseff e José Serra bateram boca e reivindicaram para si no horário eleitoral a paternidade das obras de infraestrutura nas duas comunidades, ou seja, ela para o governo federal e ele, para o estadual _o mesmo que fez o também tucano Geraldo Alckmin, candidato ao governo paulista.

O que move a disputa é o voto de uma população estimada em cerca de 200 mil habitantes, pelo menos metade deles eleitores. O material de campanha inunda as ruas, repletas de cabos eleitorais.

Oficialmente, pelos dados da Secretaria Municipal de Educação, Heliópolis tem 70 mil habitantes, e Paraisópolis, 60 mil. Mas entidades dos bairros estimam que o primeiro já ultrapassou 100 mil pessoas, e o segundo está próximo disso. O último Censo disponível é defasado, de 2000: contou 46 mil naquele e e 24,5 mil neste.

Entre as obras mais vistosas, em Paraisópolis foi inaugurado em agosto um conjunto habitacional e há projetos de arquitetos estrangeiros para construção de novos equipamentos culturais e sociais.

Em Heliópolis já funciona um exemplar centro de convivência com escolas, creches e centro cultural, foram canalizados córregos e está sendo erguido um conjunto habitacional projetado por Ruy Ohtake.

Alheios ao fato de que nos dois lugares as obras em questão têm verbas federais, estaduais e municipais, Dilma, Serra _e também o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM)_ foram a público brandir cifras dos milhões que cada um investiu.

Se a queda de braço pela paternidade das obras nas duas maiores favelas-bairro da cidade foi acirrada, nas ruas é evidente uma presença maior de candidatos e cabos eleitorais do PT.

ENGAJAMENTO

Uma das explicações é o envolvimento de líderes comunitários na campanha de Dilma e de Aloizio Mercadante. Nos dois bairros, as principais associações de moradores afirmam não apoiar ninguém institucionalmente.

Mas os diretores de ambas estão diretamente envolvidos nas campanhas de candidatos da aliança petista.

Em Heliópolis, isso é reforçado pela ligação histórica da Unas (União de Núcleos Associação e Sociedades dos Moradores) com o PT.

A presidente, Antônia Cleide Alves, é filiada ao partido. “Essa equipe [da Unas] vem desde os anos 80, e eles [PT] e a Igreja sempre nos apoiaram na luta”, relata.

“Não somos reféns de nenhum partido, mas como cidadãos temos posições. Quando grileiros ameaçavam os moradores nos anos 70, Lula já vinha aqui como sindicalista”, completa o diretor da Unas Nazareno Antônio da Silva, o Buiú, que fazia na quarta-feira campanha para os petistas Ricardo Berzoini (deputado federal) e Carlos Grana (estadual).

Lula já morou na região. Dilma foi à Unas e gravou um programa de TV no bairro.
“É duro trabalhar aqui, porque só tem Dilma e PT. Aguento cara feia o tempo todo, mas preciso ganhar meu dinheirinho”, disse Cláudio Carlos de Freitas, 19, um raro cabo eleitoral tucano encontrado pela reportagem nas ruas de Heliópolis. Ele contou receber R$ 600 mensais pelo serviço.

Diretor da escola municipal Campos Salles, o petista Braz Rodrigues Nogueira diz que Heliópolis já foi um reduto mais fechado do partido. Como exemplo, cobre de elogios o secretário municipal de Educação, o tucano Alexandre Schneider, e diz que o centro de convivência do qual a escola faz parte é emblemático da união das três esferas de poder.

Em Paraisópolis, o presidente da União de Moradores, Gilson Rodrigues, faz campanha para Lindolfo dos Santos, sindicalista egresso do MR8 (ala do PMDB) que concorre a deputado federal pelo PDT. Rodrigues conta que todos os candidatos foram convidados a visitar a entidade, mas só Dilma o fez.

PRIMEIRA LAVADORA

A declaração de voto em Dilma predomina entre os moradores das duas favelas.
Passava pouco do meio-dia da última terça quando um caminhão das Casas Bahia descarregou uma lavadora de roupas e um armário de cozinha no bloco C do novo conjunto de Paraisópolis.

A compra fora feita pela auxiliar de serviços gerais Selma Aureliano da Silva, 37. É sua primeira máquina de lavar. “Lula foi um bom presidente, melhorou salário e moradia. Dilma vai continuar.” Alagoana, Selma simboliza outra razão para a aparente “onda vermelha” no lugar: a maioria dos moradores é de origem nordestina, como em Heliópolis.

FAVELA OU BAIRRO?

Mas, afinal, para os seus moradores, Heliópolis e Paraisópolis são favelas ou bairros?
“Não podemos ter preconceito de dizer que moramos em favela. Aqui tem gente que ainda diz que mora em Sacomã, com vergonha de dizer Heliópolis”, conta o líder comunitário Buiú.

A ironia maior é que a página da Unas _a entidade da qual ele faz parte_ na internet informa que sua sede fica em… Sacomã.
Buiú disse que falaria com a turma para reparar o lapso.

Agora confira este outro trecho, extraído de uma reportagem de Catia Seabra, na Folha de São Paulo, que mostra bem como as duas regiões se tornaram palco da disputa:

Num discurso feito na Associação de Nordestinos de São Paulo, Serra acusou Dilma de “propaganda enganosa” na TV. Citando cenas gravadas pela adversária na favela de Heliópolis, em São Paulo, o tucano afirmou que a petista tenta faturar a urbanização nas favelas de Paraisópolis e Heliópolis.
Segundo Serra, o investimento federal nas obras _a cargo da prefeitura e do Estado_ é “insignificante”.
Após listar benefícios nas duas favelas, Serra alfinetou. “Sabe quem está querendo faturar isso? É a candidata federal, a Dilma. Outro dia ela foi entrevistar alguém lá em Heliópolis. Era, evidentemente, alguém ensaiado, porque começou a falar de planejamento estratégico da vida. Não fizeram nada lá.”
Dessa vez, Serra não poupou nem o presidente Lula.
“O governo federal anunciou que o Lula vai a Paraisópolis inaugurar. Inaugurar o quê? Lá, tem um conjunto habitacional que foi feito pelo município. Tem um dinheiro federal lá, de 20% a 30%. Vai lá inaugurar. Depois vai para a televisão e não dá ideia de quem está fazendo aquilo”, reclamou.

Confira, mais este trecho, extraído de um texto de reportagem de Breno Costa, Bernardo Mello Franco e Ranier Bragon, publicada no dia 5 de agosto de 2010.

As duas primeiras agendas de Serra mostram a guinada. Na segunda-feira, fez corpo a corpo na Liberdade, bairro oriental na capital paulista, sempre movimentado. Na terça, foi a Heliópolis, maior favela paulistana, onde foi orientado por uma equipe da Globo a cumprimentar eleitores numa viela.
A TV Globo nega que oriente seus repórteres a fazer sugestões para os candidatos nas ruas.
Segundo a emissora, não houve qualquer orientação a Serra: a equipe de reportagem “apenas pediu a colaboração dos colegas para que o nosso cinegrafista pudesse registrar o evento, coisa que não tinha conseguido até ali, dado o tumulto”.

Nota da “Folha”, do dia 15 de setembro de 2010:

BOLA DIVIDIDA
Obras de urbanização da favela de Paraisópolis (SP) voltaram a ser usadas por Dilma Rousseff na TV. Petistas e tucanos travam um cabo de guerra pela paternidade do projeto.

1) Você assistiu aos dois vídeos e leu os textos. Agora, use o espaço a seguir para redigir um texto – de no máximo 1500 caracteres – sobre os temas a seguir e outros que ocorram a você:

– Se está claro que as visitas dos dois candidatos a regiões mais pobres, como Heliópolis e Paraisópolis, têm óbvias motivações eleitoreiras, por que é que os candidatos ainda acham que é importante fazer tais visitas?

– Essas incursões rendem votos ou fazem com que eleitores indecisos ou que tenham preferência por outra candidatura mudem de ideia?

– Existe alguma interação real entre potenciais eleitores e candidatos nestas visitas?

– Tais incursões são defintivamente úteis para os candidatos. E para os eleitores, têm alguma finalidade?

– Existe alguma interação real entre potenciais eleitores e candidatos nestas visitas?

– Tais incursões são defintivamente úteis para os candidatos. E para os eleitores, têm alguma finalidade?

2) Vamos fazer um exercício de imaginação. Supondo que você esteja acompanhando as diferentes visitas dos dois candidatos presidenciais ao seu bairro; Que roteiro você imagina que a assessoria dele e/ou dela faria? Que locais ele ou ela escolheriam para visitar? E que locais procurariam evitar? E, importante, quais as perguntas que você faria para cada um dos candidatos.

Use também o espaço a seguir para criar um texto no qual você descreve como foi a cobertura imaginária dessa visita, os locais percorridos pelo(a) (a) candidato(a), os eleitores com os quais ele(a) conversou e a pergunta que você formulou a ele e/ou ela.

Limite, por favor, a resposta a não mais que 1500 caracteres.

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40 respostas para Favelas boas de voto

  1. Sem querer parecer redundante, nem preconceituosa. Essas visitas para mim são absurdamente levadas por motivos pessoais dos candidatos e obviamente eleitorais . Visto que elas só ocorrem mesmo, nessas épocas. Por isso para os eleitores que apreciam tanto essas visitas,e as “ajudinhas ” concedidas nesse periodo é bom aproveitarem bem, por que a próxima possivelmente será daqui 4anos. Enfim, acredito que essas visitas acabem sim ,influenciando tanto os indecisos, quanto os mais mal instruídos, que acabam se apoiando no que é visto e feito apenas e tão somente durante esses dias de campanha. Sem dúvidas essas incursões são extremamente úteis para os candidatos, já para o povo… Fico um pouco limitada ao falar sobre a intensidade e veracidade dessas relações, nunca participei de um movimento eleitoral como este, mas sinceramente não acredito que possa haver muita veracidade . Acredito que um ou outro acabam se beneficiando com possivéis parecerias durante esses processos, mas a grande massa mesmo, fica ao que chamamos Deus dará. Enfim,o tempo será uma boa resposta para tantas promessas e projetos.

  2. Elaine Cancio disse:

    Um político no bairro, ainda mais um candidato a presidente, não passa em branco pelo bairro. Os preparativos agitam cabos políticos locais e distribuição de materiais publicitários e exige o posicionamento de eleitores favoráveis em todo o percurso a ser feito. Está na pauta dos grandes jornais que cobrem eleições e, especialmente, para o jornal local.
    Na visita, o bairro se modifica: o trânsito para, o barulho e a sujeira crescem. Em meio ao calor das multidões, os jornalistas ficam esperando o candidato cutucar o adversário, aquecer polêmicas e tem sempre algum líder comunitário que irá “espremê-lo” e cobrar ações.
    Penso que o presencial não consegue modificar um eleitor já decidido, mas um candidato demonstrando carinho, com boa vontade de escutar o outro e a par de gentilezas como tomar um café em copo de requeijão… isto tudo abocanha votos, pois “marca” a pessoa da comunidade.
    Já o político, este eu tenho as minhas dúvidas, se realmente muda nas visitas, durante o corpo a corpo com o eleitor. Tem alguns que são famosos por saírem ordenando assessores a acrescentar os assuntos tratados na lista de compromissos, outros – certamente – entram no carro já querendo se inteirar sobre o que vai encontrar pela frente na próxima parada.

  3. Bianca Souza disse:

    1) Obras eleitorais para buscar os próximos votos

    Em busca de conquistar os votos indecisos e quem sabe os contra, os presidenciáveis Dilma Roussef e José Serra visitam comunidades de baixa renda e assumem a autoria de projetos financiados pelos governos federais, estaduais e municipais.

    Como diria o Capitão Nascimento (Wagner Moura) no recente “Tropa de Elite 2”; “O maior produto a venda na favela é o voto”. A disputa eleitoral brasileira se aproxima da ficção em meio a promessas de campanha e visitas monitoradas por assessores bem preparados para “socializar” os candidatos com seus eleitores.

    Com um ensaio impecável e fazendo uso de cabos eleitorais assíduos os candidatos atraem o olhar do espectador para uma popularidade exorbitante, quase única, entre os moradores beneficiados com programas de governo tanto em Paraisópolis como em Heliópolis.

    Esse roteiro torna-se um clássico “sabático eleitoral”, um período em que as comunidades pouco lembradas durante os quatro anos que se passam entre uma campanha e outra, sejam invadidos por promessas e projetos de melhoria de social e de infraestutura, que angariam aos políticos uma popularidade necessária para a eleição.

    Se por um lado os moradores são beneficiados com as obras eleitoreiras, por outro acabam não recebendo a atenção merecida as questões da comunidade. Proporcionando um pouco de “pão e circo”, os eleitos deixam de lado parte dos problemas e acabam focando apenas nas questões que lhes serão úteis futuramente. A escola de cidadania que ensina os futuros eleitores dessas regiões foge da imparcialidade e acaba formando apenas tucanos ou petistas deixando de lado a importância do direito ao voto.

  4. Sirlene Farias disse:

    Fica claro que as “romarias” dos candidatos a essas comunidades têm propósitos políticos, pois são lugares com grande população, com número de pessoas o suficiente para decidir parte de uma eleição. São regiões que necessitam de melhorias, que inclusive vem sendo alcançadas por meio da luta dos próprios moradores que se reúnem e buscam mudar o bairro em que residem.

    A interação dos candidatos com as pessoas pode ser real como também pode não ser. Depende da situação, muitas pessoas acreditam realmente que algo poderá mudar com a eleição de algum dos presidenciáveis e tantas outras ouvem as propostas e acham que serão realmente aplicadas às suas realidades. O fato é que as visitas a essas comunidades podem ajudar muito aos dois candidatos, pois é uma oportunidade única que eles têm de ouvir o que essas pessoas reivindicam, assim podem passar para elas certa “segurança” de estão sendo ouvidas por alguém que irá proporcionar a mudança solicitada.

    É uma estratégia que beneficia os presidenciáveis, mas que não altera a condição dos residentes das comunidades, que mesmo com a eleição de um dos dois, terão de continuar lutando para fazer valer seus direitos e para conseguir mudar a situação do bairro.

  5. Jessica Gonçalves disse:

    Mesmo que as visitas às comunidades pobres sejam evidentes estratégias de eleição, é primordial que o candidato mexa com os instintos dos eleitores. Pois é criando uma situação de igualdade entre a potência e o homem da comunidade pobre que o candidato conseguirá se aproximar, criar empatia e conquistar mais um voto.

    O eleitor, já descrente de alguma melhora em sua vida, acha esperança de mudança quando o candidato aperta sua mão e diz que proporcionará educação, segurança e melhores condições de vida para sua família. O psicológico em questão é a diferença para adquirir a crença do povo em suas propostas eleitorais. Se tais promessas serão cumpridas ou não é outra história, mas o importante é conquistar o voto.

    O eleitor passa da descrença para a crença de uma sociedade transformada porque aquele candidato que visitou sua casa e andou pelas calçadas esburacadas de seu bairro lhe disse que sim, que sua comunidade ganharia mudanças significativas.

    Julgar o eleitor? Jamais. A esperança é o que resta. Agora cabe ao candidato, quando eleito, cumprir suas metas e transformar tanto as comunidades quando a política que não sai da mesmice de promessas sem realizações.

  6. Eder Antonio da Silva disse:

    As diretrizes da campanha política dos candidatos em questão são estrategicamente definidas, de modo que não se pode imaginar ingenuamente uma espontaneidade movida pelas preocupações reais de Dilma e Serra. A intensidade das visitas a Heliópolis e Paraisópolis revela a necessidade de tais candidatos em manter uma imagem “positiva” diante do eleitorado, para que dessa forma consigam confirmar os votos que teriam naturalmente, induzir aos indecisos e, na melhor das hipóteses, converter para si votos adversários.
    Essas incursões não ajudam de fato aos eleitores no que diz respeito à apreensão das propostas. Os candidatos são orientados em relação ao lugar onde devem ir, que tipo de postura devem ter, se porventura devem evitar esse ou aquele assunto, etc. Desse modo, o eleitor mais crítico, vê tudo como pompa e circunstância, para ele, não passa de verniz.

  7. Tatiane Ribeiro dos Santos disse:

    1 – Os candidatos ainda fazem tais visitas às comunidades carentes como base estratégica da campanha no sentido de demonstrar interesse pela realidade desses locais. Assim como são elaboradas todas as visitas feitas durante a campanha, independente se for ao Morumbi ou à Heliópolis. Com certeza o corpo a corpo é importante dentro dessa estratégia porque surte efeito entre os eleitores, principalmente os indecisos. Como o voto é algo muito pessoal, a impressão que a pessoa tem ao ter contato direto com o candidato tem influência no conceito que se faz do político, despertando instantaneamente sentimentos como simpatia ou antipatia, confiança ou a falta dela. Todos os marqueteiros sabem dessa influência psicológica e por isso apóiam e elaboram essas ações. Eu acredito que apesar de 90% da visita ser plástica, ela também aprimora vivências diferenciadas para o candidato, que não é feito apenas de marketing e interesses financeiros e políticos, mas também de impressões e motivações internas. Há também a possibilidade, que não pode ser descartada, de despertar neles uma preocupação a mais com determinado ponto a ser resolvido dentro das ações políticas do mandato. Para os eleitores, as finalidades dessas visitas, são bem menores. Não garantem a eles nenhum aprofundamento ou alteração benéfica no plano de governo já apresentado na campanha e não deixa claro as reais intenções dos candidatos, já que trata-se de uma ação estratégica e maquiada com finalidade de mostrar apenas o lado bom.

  8. Acompanhamos hoje pela manhã a candidata Dilma Rousseff em sua visita ao bairro Parque Peruche-Casa Verde na Zona Norte de São Paulo. Onde a candidata além de se encontrar com alguns líderes religiosos (evangélicos e católicos).Pode em uma mesa redonda discutir melhor os assuntos que tanto tem alvoroçado o povo e a igreja,.Ela falou sobre temas como aborto, casamento homossexual, programas religiosos na televisão, entre outros pontos. Foi um momento bem interessante e tenso para a candidata petista que teve que retirar algumas afirmações e recolocar outras antigas posições feitas no inicio de campanha. Após esse encontro nós a acompanhamos também num almoço com os principais lidres socias do bairro, pessoas que são engajadas em trabalhos de apoio e suporte a comunidade. Pessoas que por conta da necessidade acabam ocupando uma posição politica muito mais efetiva que os própios politicos . Esse momento foi ultilizado para os lideres mostrarem quais as reais necssidades de suas comunidades e como eles tem trabalhado para saná-las uma a uma. A candidata se mostrou muito interessada e foi desafiada pelos lideres a participar de forma mais efetiva nos projetos que ja estão em andamento. Depois e por último nos encontramos em uma praça, Onde os moradores pediram para acessoria permitir que eles pudessem realmente conversar com a candidata fazendo assim, perguntas e colocando suas idéias. Este sem dúvidas foi o melhor momento, onde pudermos questiná-la a cerca de suas prospostas e medidas de governo. E como ja era de se esperar tivemos algumas perguntas que não foram respondidas, e outras que foram vetadas. Voces podem acompanhar a matéria completa, com todas as perguntas e respostas no site muralbrasil.wordpress.com .

    • Indira,boa tarde! Estava zapeando na internet sobre meu querido bairro Parque Peruche e achei este blog.Achei estranha a noticia, pois na qualidade de presidente da SABBAPPE-Soc.Amigos do Bairro P.Peruche,fundada em 20/05/1982,sita na av.Caetano Alvares, 3002- não tive conhecimento desta ilustre visita e também indaguei de diversas outras lideranças de nosso bairro e eles também desconheciam tal visita.Procurei,conforme sua sugestão,no blog muralbrasil.worddpresses.com e não achei a matéria sobre tal visita ao P.Peruche.Lamentamos profundamente não participarmos de tal encontro,pois , ha 29 anos lutamos pela construção do Centro Esportivo do Parque Peruche e já conseguimos até que o terreno de 62.000 m2 existente no bairro(Chacará do Niasi)fosse declarado de utilidade publica peloa PMSP para construção de um P.Publico e tendo em vista que do P.Peruche já saiu muitos craques e atletas campeões mundias e olimpicos(Eder Jofre/Ademar Ferreira da Silva etc…)seria de suma importância, na ocasião de tal visita,colocarmos,eu e diversos outras lideranças, que não participaram de tal reunião, a presidente Dilma tal reinvindicação,ou seja, a construção do Centro Olimpico do P.Peruche.O P.PERUCHE É O bairro do Brasil,que sem uma metro quadrado de área de esportes já deu mais campeões ao Brasil e ao mundo.Já pensou n´so com um centro olimpico?Otacilio Ribeiro.

      • brunogarcez disse:

        Olá Otacilia, obrigado pela leitura. Se você for observar o teor do exercício, pedi aos alunos que imaginassem como seria uma visita dos candidatos presidenciais ao bairro de cada um deles. O que eles fariam no local, onde visitariam, etc. As visitas não ocorreram de fato. Era mais uma oportunidade para aguçar a imaginaçao dos participantes do Mural e ver se eles seriam capazes de criar situações hipotéticas convincentes e uma cobertura crítica dos temas sugeridos.

  9. Bianca Souza disse:

    Roteiros: Campanha Eleitoral Região da Bela Vista
    Candidato da Esquerda (situação): Começar pelo bairro da Liberdade, visitar a feira oriental e os comércios, ouvir os questionamentos em relação a segurança pública de preferência de senhoras acima de 60 anos. (A direita governa SP a criminalidade deve ser direcionada como falta de atenção desse governo).
    * Visitar a região dos imigrantes Italianos falar da importância da miscigenação cultural paulista.
    * Conversar com os jovens e fazer propostas para novas oportunidades de trabalho e formação profissional para baixa renda. ( Evitar religiosos e pessoas que aparentem situação financeira diferente da classe operária para manter o porte de “Partido do Povo”)
    Candidato da direita (oposição): Falar sobre a criação de cursos profissionalizantes para jovens e
    * Evitar região da Sé, e questões de segurança nessa região, a menos que se fale de projetos para remoção da região da cracolândia colocando como em andamento e previsão de satisfação
    * Encerrar em padaria ou lanchonete tomar um café com os trabalhadores, fazendo propostas de melhoria para comerciantes e geração de empregos ( a fim de parecer menos elitizado).

  10. Samantha disse:

    Hoje mesmo com diversos meios de comunicação onde podemos buscar informações e formarmos nossa própria opinião,ainda surte algum efeito essas “visitas”de candidatos a bairros e determinadas localidades.De alguma forma há pessoas que ainda creem que se o candidato está naquela determinada região,comunidade,é sinal que deseja ouvir a população,está interessado pelos problemas dela.Não podemos generalizar,mas uma boa fatia tem esperança de que desta maneira estes estarão mais perto dos principais problemas cotidianos da localidade e da solução deles. É claro que os políticos tem conhecimento disso,e insistem em investir nesses passeios pelas localidades em busca de votos,sejam eles dos que ainda estão indecisos ou dos que já estão decididos.Para os eleitores,pouco pode fazer diferença se essa interação é superficial,enganosa e ilusória.(O que creio que aconteça!)O que vale é a imagem que o candidato quer passar,e nada mais!! Se algum desses candidatos visitassem(como já ocorreu algumas vezes) meu bairro,eles iriam percorrer toda área comercial, visitariam as associações,escolas,falariam com nordestinos,idosos e brincariam com as crianças. Evitariam ficar longe de seus seguranças e assessores. E eu faria a seguinte pergunta: Se abraçar uma cor significa abraçar um partido e suas idéias,qual seria a idéia que você abraçaria da qual não pudesse mudar e fosse para sempre sua ideologia,sua verdade durante seu governo?

  11. Patrícia Silva disse:

    As visitas de José Serra e Dilma Rousseff às regiões de Paraisópolis e Heliópolis demonstram que o corpo a corpo eleitoral é extremamente necessário na disputa de votos entre os presidenciáveis.

    Para exemplificar a situação, podemos citar a ex-candidata Marina Silva (PV), que mesmo tendo saído da disputa presidenciável como vitoriosa por ter obtido quase 20 milhões de votos, não conseguiu emplacar em estados como o Acre, local de seu nascimento, e no Nordeste do Brasil devido à falta de verba eleitoral para fazer campanha nestas regiões.

    São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil, com mais de 30 milhões de eleitores, por isso os presidenciáveis começam a reforçar suas alianças com o Estado e pontos estratégicos para fortalecer a campanha passam a ser revistos. A visita dos candidatos as duas maiores favelas paulistas mostram o quanto a capital, bem como outras regiões brasileiras serão exploradas nesse segundo turno das eleições 2010.

    Agora resta saber se a população está preparada para discernir marketing eleitoral de propostas concretas para o desenvolvimento do país.

  12. Elaine Cancio disse:

    Imagino que ele começaria na favela, seguiria para a novíssima estação do Metrô, passaria pela praça central e terminaria no Círculo de Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente. Os roteiros fora da lista, imagino serem: o comércio da Avenida Anhaia Mello (sofre com as obras do Expresso Tiradentes, o Shopping Capital/alvo da desavença: legal ou ilegal?). Penso que seriam duas horas de visita e muita agitação, dos favoráveis e dos contrários.

    Sol e nostalgia marcaram a visita do candidato à presidência Zezinho ao bairro de Vila Prudente. Nas duas horas em que circulou, ele fez várias menções à sua origem. “Nasci na Mooca e um dos passeios preferidos na minha infância era frequentar o comércio de Vila Prudente”, contou.
    Com os líderes da favela, o candidato comprometeu-se a fazer sair da gaveta o antigo projeto de urbanização. “Ele terá toda atualização necessária, ou seja, reservaremos áreas para creche, escola, ambulatório médico e até Restaurante Bom Prato”. Para a repórter da Folha de S. Paulo, ele declarou com exclusividade que a meta é priorizar a instalação de quem já está instalado. “Este espaço já tem dono: quem já mora nele. Mas a casa nova vem acompanhada com obrigações igualmente novas como pagamento de imposto e de contas de consumo como qualquer paulistano”.
    Outros detalhes sobre este processo foram tratados na sabatina realizada no Círculo dos Trabalhadores Cristãos de Vila Prudente na qual o candidato deu a sua palavra para agilizar as obras em uma das principais vias locais (avenida Anhaia Mello) e para dar uma solução definitiva no abre-e-fecha do Shopping Capital.

  13. Bianca Souza disse:

    “Entrevista”
    O candidato da direita falou da criação de novos cursos profissionalizantes e da importância da geração de empregos. Quando perguntado sobre suas propostas para a segurança pública ele alegou que governo federal, municipal e estadual devem trabalhar juntos contra a criminalidade, e que pretende organizar uma força tarefa, para reduzir o número de assaltos na região central.

    Cercada por militantes a candidata da situação fez propostas de urbanização, de olho nos eleitores sustentáveis ela propôs melhorias de infraestrutura e coleta de lixo para a região do Centro de São Paulo. Questionada sobre a região da cracolandia a candidata afirmou que se trata de um problema de saúde pública e não de criminalização, a presidenciável disse que se eleita criará um plano para “humanizar” o local.

  14. Jessica Gonçalves disse:

    2 -Tanto o candidato do PSDB José Serra quanto Dilma Rousseff do PT fariam o mesmo percurso no meu bairro – Jardim do Lago, zona Oeste de São Paulo.

    Passariam pelos dois terrenos públicos, abandonados, e diriam que construiriam um parque para as diversas crianças que brincam de empinar pipas, descalças, por lá.

    Dos terrenos iriam andando pelas ruas até chegarem aos prédios Cingapura, um pouco mais atrás da minha casa. Obviamente iriam visitar um ou dois apartamentos e aceitar um café e um pedaço de broa. Perguntariam sobre a vida dessas famílias e mais uma vez deixariam uma promessa solta: “A segurança desse bairro e as áreas de lazer para as crianças serão prioridades”.

    Enfim chegariam à Escola Estadual do bairro e perguntariam para a diretora como está o ensino. A pergunta e o tempo de resposta seriam breves, não poderia surgir nenhuma resposta incoerente.

    Não evitariam um lugar. Mas escolheriam um dia estratégico. Possivelmente um final de semana em que as crianças estivessem nas ruas brincando, que a escola estaria vazia para não correr o risco de entrar numa sala e ver o quão ruim está a educação.

    Para esses candidatos eu faria apenas uma pergunta: O Sr./ Sra. cumprirá todas suas promessas?

  15. Katiane Rodrigues disse:

    As duas favelas concentram um grande número de pessoas pobres, como a maioria dos brasileiros. Penso que ao fazer esta “encenação” em período eleitoral, demonstrando publicamente um suposto interesse pelas duas comunidades carentes, os candidatos querem apenas que os demais brasileiros se identifiquem com os moradores dessas favelas. Querem transmitir a ideia de que, caso sejam eleitos, vão dar a mesma atenção a todas as outras comunidades que enfrentam desafios semelhantes ou até mais problemáticos que as duas comunidades paulistas.
    Apesar de não haver uma interação real entre os canditados e os eleitores durante essas visitas, acredito que os políticos acabam conseguindo muitos votos com esta estratégia. O problema é que, como a maioria dos trabalhadores precisa garantir o sustento da família, muitos votos são facilmente comprados. Para os eleitores, o contato pessoal com os candidatos pode ser uma oportunidade de fazer questionamentos e cobranças. Mas tenho a impressão de que só se fala em política em época de eleição. Ainda assim, o tema ainda é um tabu. Ninguém está disposto a debater política. Talvez porque não entendam nada a respeito (eu confesso que entendo pouco, mas ainda não encontrei muita gente a fim de trocar ideias sobre o assunto); talvez porque todo o sistema já esteja estruturado para que as pessoas entendam e interfiram o mínimo possível; ou talvez porque boa parte dos brasileiros já se acostumou com a bagunça política e a pobreza. Não sei.

  16. Sirlene Farias disse:

    Os candidatos à presidência, José Serra (PSDB) e Dilma Rouseff (PT) estiverem em campanha eleitoral no bairro de Guaianazes, em São Paulo (SP), nesta semana.

    A candidata do PT fez um comício na via principal do bairro, no dia 14 de setembro, cumprimentou eleitores e falou de propostas com melhorias para a região. Para chegar ao distrito, Dilma apanhou o trem Expresso Leste da CPTM na estação Brás, por volta das 17h e desembarcou em Guaianazes. Durante a viagem que demora cerca de 30 minutos, conversou com os passageiros do coletivo, que reclamaram da superlotação da linha. Ao chegar ao bairro e antes de iniciar sua apresentação, a petista visitou o CEU Jambeiro, mas evitou falar sobre o córrego que corre a céu aberto, próximo ao centro educacional. A reportagem do Mural perguntou para a candidata quais seriam as atitudes a serem tomadas a respeito de saneamento básico em seu mandato e o que ela achava da situação da falta de encanamento na região, mas Dilma apenas respondeu a indagação falando sobre sua proposta de melhoria para o esgoto como uma questão de saúde.

    Já o candidato tucano fez uma visita à Unidade Básica de Saúde Jardim Soares, em Guaianazes, um dia após a visita de Dilma Rouseff. José Serra conversou com as pessoas que estavam no local e ouviu as reclamações quanto à falta de medicamento e de médicos especializados no posto. Serra também visitou a ETE do bairro, onde fez corpo a corpo com os estudantes do local, que elogiaram o projeto educacional do candidato.

  17. André Nicolau disse:

    Apesar de suas aparentes motivações eleitoreiras durante as visitas às duas maiores favelas de São Paulo, ambos os candidatos compreendem a importância que a presença física ou o contato real com seus eleitores potenciais pode significar nesta etapa final da disputa presidencial. Tal iniciativa de mostrar-se presente, atuante e responsável pelo desenvolvimento de ambas as regiões configura-se numa suposta paternidade eleitoreira, onde se é possível, então, associar quaisquer sinal de evolução aos programas políticos dos respectivos candidatos. Ao melhor estilo da política “Pão e Circo”, essas campanhas de incursões a bairros da periferia, na maioria das vezes, se mostram capazes de arrecadar votos ou converter eleitores que se encontram em processo de definição de voto. Trata-se de um artifício muito comum neste vale-tudo da corrida eleitoral, tão eficientes quanto qualquer peça publicitária veiculada durante o horário político, uma vez que a presença de um candidato ao cargo presidencial em um bairro nitidamente órfão de estruturas básicas traz a seus moradores a falsa impressão de futuras melhorias, ali, tão esperadas.

  18. Daiane Cristina disse:

    Quando se ouve falar em periferia, logo se vem à mente a sensação de exclusão em relação às outras áreas da cidade. O nome já diz tudo, periferia quer dizer: estar à margem dos demais locais, porém, sem ela a cidade não existiria. O transporte público, por exemplo, possui grande concentração de pessoas e é o meio de quem mora nas áreas periféricas se locomover para os grandes centros urbanos.
    Em tempos eleitorais, os candidatos visam justamente esses locais para conquistar votos de indecisos e, com campanhas elaboradas fazem com que se crie uma falsa idéia de “inclusão”.
    Cabe a nós eleitores, a avaliação dos candidatos, não por sua campanha, mas por sua trajetória política.

  19. Marly Delgado disse:

    As visitas a regiões carentes em época de eleições se da unicamente por interesse dos políticos em obter a maior quantidade de votos possíveis nem que para isso tenham que deslocar-se de sua zona de conforto e ir a regiões que normalmente não visitariam, as promessas feitas pela TV as vezes convencem mas nada como um “corpo a corpo” para passar uma suposta “verdade” naquilo que pregam.
    A quantidade de votos deve ser significativa uma vez que essa tradição continua eleição após eleição, o voto dos indecisos é disputado um a um e quem já tem sua preferência dificilmente muda mesmo em época de eleições.
    Dessa relação a única interação que existe acaba sendo superficial, a simples troca de idéias entre candidato e eleitor da para o segundo a falsa sensação de ser ouvido. Para o eleitor a interação pode ser real mas para o político o lugar visitado muitas vezes não passa de cumprimento de agenda.
    Logo, as incursões são apenas uma pequena parte do projeto de campanha e tem mais utilidade para os políticos que podem conseguir mais votos, o eleitor que já tem seu voto não muda ao sopro de incursões quer saber o que o candidato já fez que o beneficiou direta ou indiretamente, o eleitor nem sempre se sustenta apenas com promessas.

    • Marly Delgado disse:

      2) Se os candidatos fossem ao meu bairro passariam pela favela e prometeriam casas populares, arrumar os terrenos irregulares e coisas básicas como continuar com o sistema de bolsas. Não evitariam nenhum lugar pois meu bairro é pequeno e os problemas são visíveis ou os eleitores fariam questão de lembrá-los.
      Perguntaria se a próxima visita demoraria mais 4 anos e se eles não estão cansados de saber dos problemas que a classe mais carente enfrenta para sempre visitarem os lugares e fazerem perguntas as quais já sabem as respostas.

  20. Daiane Cristina disse:

    Em visita ao bairro de Guaianases, situado na zona leste de São Paulo , o candidato José Serra percorreu em campanha os locais de maior importância aos moradores.
    Começou pela nova Estação, na qual se concentra a maior parte de pessoas que deixam à região com destino ao centro da cidade. Depois, seguiu rumo ao Centro Cultural de Guaianases, no qual discutiu propostas de políticas públicas para a juventude com os moradores e encerrou o dia com um comício realizado na Praça de Eventos, onde cumprimentou e posou para fotografias com diversos artistas locais.

  21. André Nicolau disse:

    Em visita à cidade de Osasco, a candidata à disputa presidencial, Dilma Rousseff, foi recepcionada pelo prefeito Emídio de Souza, correligionário da base governista. Após percorrerem as ruas do Centro, ambos visitaram alguns bairros mais afastados do município, como o Jardim Aliança. Na Escola de Ensino Médio Paulo Freire, a candidata assistiu a apresentações teatrais de estudantes e comprometeu-se com propostas de reformas na estrutura do sistema de ensino. Em pouco mais de três horas de visita à cidade, Dilma ainda foi recebida com muita festa pela Associação de Moradores do Morro do Piolho, comunidade que no início deste ano sofreu com as consequências provocadas pelas fortes chuvas ocorridas no local.

    Em campanha presidencial pelo município de Osasco, o candidato do PSDB José Serra participou de uma mesa de debates com representantes da coligação “O Brasil Pode Mais”, formada pelos partidos PPS e DEM. Entre os temas em discussão, o candidato tucano expôs algumas de suas propostas para o governo federal e prometeu melhorias para a saúde pública da cidade, que atualmente passa por inúmeras dificuldades tanto em suas dependências físicas e estruturais quanto pela falta de médicos à disposição.

  22. Ivaneide Bezerra da Silva disse:

    Infelizmente, é cada vez mais evidente que os políticos utilizam as regiões periféricas simplesmente para se elegerem, é obvio, que são nelas que estão concentradas a massa popular, e que visitar estes lugares lhes renderão muitos votos.

    Fica claro que na atual disputa, em que Serra e Dilma, brigam pela presidência de nosso país, e com propostas tão diferentes se tornem cada vez mais importante para eles garantirem a vitória, as visitas as periferias. Quem sabe assim, os eleitores indecisos ou que estão mais envolvidos com a proposta do concorrente se voltem a eles, o que vai contar é quem será o mais convincente , ou em outras palavras, “ideológico”. Na verdade, tais visitas em nada auxiliam a vida dos moradores, pois o olhar destes políticos está voltado apenas no sentido de garantir sua cadeira na presidência.

    È vergonhoso, reconhecer que um pais como o nosso, rico em muitos aspectos, inclusive culturais, ainda predominem tanta pobreza e as riquezas encontrem-se condensadas nas mãos de uma minoria, a quem podemos culpar, a não ser este tipo de político, que não investe em educação o quanto deveria investir e isso tem uma razão , manter o povo a mercê de seus discursos ideológicos. Se algum deles fazem alguma coisa, não fazem mais do que a obrigação, foi para isso que foram colocados no poder.

  23. Priscilla Vierros disse:

    A pobreza nas eleições

    Acho que nunca se viu tanto na história deste país (esta frase, brincadeira) a valorização da pobreza. Quando digo isto não estou dizendo da vida digna e honesta que se tem nas comunidades, mas sim do mito que se criou pelo fato do nosso então presidente ser uma pessoa do povo.

    Nesta última eleição ouvi do candidato José Serra que ele é filho de verdureiro, na verdade ele só faltou dizer: – Eu também fui pobre votem em mim! Vi o Tiririca ganhar e também tomei conhecimento de que as melhoras que beneficiaram o nosso país nos últimos oito anos foram realizadas por Lula e Dilma. Aliás, tive o prazer de conhecer Dilma.

    Vale tudo na disputa pelos votos, desde ser amigo do Lula até visitar favela para a gravação da propaganda eleitoral. O cenário encontrado é sempre o mesmo, pobreza absurda, obras daquele partido e por fim os candidatos aparecem como super-heróis, quase como se fossem uma panacéia.

    O objetivo destas visitas é sempre claro, conquistar votos. E aí está o problema com esta onda de pobre herói, ganha quem pensar no pobre, quem de fato entender realmente o que ele precisa e contribuir. É nisto que os leitores pensam quando vão votar, mas será que os políticos se lembram disto depois no poder?

    Difícil saber, o que posso dizer é que a necessidade torna o ser humano mais vulnerável, com uma capacidade maior para acreditar em bons discursos e principalmente que realmente haverá uma melhoria. Que muitas vezes não ocorrem, pois infelizmente na política, sim somos sempre um número. Isto porque muitas vezes não sabemos nos comportar como eleitores de fato.

  24. Eder Antonio da Silva disse:

    Dilma se encontrou com os companheiros da Associação dos Moradores de Bairro. Orientada por eles, foi até a escola estadual “16 de Julho” onde discursou brevemente sobre as propostas de seu governo para a área de educação. Em seguida, na UBS, ouviu reclamações dos moradores sobre o mau atendimento dos médicos e falta de medicamentos.
    Entre sorrisos, efusivos abraços e apertos de mão, a candidata petista fez uma parada na pequena lanchonete, cujo nome estava apagado, e, comeu uma coxinha.
    Em direção à avenida principal do bairro, acenava com a mão em resposta ao cumprimento de pessoas que preferiam assistir à caminhada dentro de suas casas.
    No palanque montado na avenida principal, responderia a única questão que fora formulada pelos moradores: “Em sua proposta de governo, como será tratada a questão das reformas política, tributária, agrária e educacional?”
    A candidata respondeu de forma geral, sem se preocupar com a complexidade inerente à questão.
    Foi embora logo em seguida.

  25. Nayara Konno disse:

    Os políticos deixam chegar o ano de eleição para fazer uma coisa aqui, outra ali, iniciam projetos e visitam comunidades para mostrar interesse, afim de conquistar eleitores. Mas se o eleitor já tem uma idéia formada de cada candidato que pretende votar, não serão incursões de candidatos na comunidade que irão convencê-los a mudar seu voto.
    Essas visitas às comunidades são muito importante para os candidatos, para o povo não podemos dizer o mesmo.
    A briga dos candidatos pelo voto dos eleitores vai mais além da preocupação com a população e seus problemas.

  26. Ivaneide Bezerra da Silva disse:

    Os candidatos Dilma e José Serra, visitaram nesta última sexta – feira, o bairro de guaianases, situado no extremo leste da cidade de São Paulo. Dilma, iniciou seu trajeto pelo Céu Jambeiro, e discursou para a população presente sobre seu projeto de governo, políticas sociais e públicas. A candidata continuou com uma caminhada até o centro do bairro e enquanto caminhava populares conversavam com ela e manifestavam em alguns casos aprovação ao governo do Lula. Ela entrou em uma feira livre e dizendo está com fome, pediu um pastel de feira. Não foi só maravilha, na praça principal, Dilma encontrou-se com uma manifestação de populares religiosos, que protestavam contra a legalização do aborto. Tal situação, fez com que a assessoria da candidata, encerrasse a visita.
    Já o candidato Serra, preferiu iniciar sua visita, pelo hospital geral, lá o candidato conversou com os pacientes e ouviu várias críticas ao sistema de saúde, uma eleitora falou da dificuldade de se conseguir vagas no atendimento e da precariedade no atendimento. Aproveitando a manifestação, Serra discursou ali mesmo e prometeu melhorias no sistema de saúde, Isso se for eleito é claro. O candidato tucano, encerrou sua visita discursando em um comício em frente a atual subprefeitura.
    Minha pergunta é direcionada ao candidato Tucano;
    Caro Senhor José Serra, se por acaso o Sr for eleito, que propostas novas tem para a área da educação , e qual será sua proposta de governo , em se tratando ao ensino superior?

  27. Priscilla Vierros disse:

    Diário de um político

    Hoje entre todos os compromissos que tenho preciso ir até a periferia, coisa rápida, apenas para fazer presença e principalmente conseguir votos. Mas não é tão simples assim, antes preciso me preparar psicologicamente. Sim, pois preciso sempre sorrir e abraçar as pessoas, enfim é bem cansativo.

    Conhecerei Guaianazes, sempre sai uma notinha ou outra no jornal, alguns crimes, e roubos, um problema comum da zona leste mesmo, né? Mas este bairro tem uma importância enorme nas disputas, pois tem um dos maiores cartórios eleitorais, ou seja, mais votos.

    Estou tranquilo, vou de carro, na verdade preferiria ir de helicóptero, a Radial Leste está sempre com o trânsito bem carregado. O trem é uma opção, mas ouvi dizer que é impossível conseguir entrar, e outra é uma linha que sempre tem problemas de atraso.

    Deve realmente ser difícil chegar até lá, mas chegarei. Apertarei a mão das pessoas e pedirei para que enquadrem bem no rosto quando alguém me abraçar. Isto dá resultado na propaganda eleitoral. Também já tenho o endereço de uma senhora que mora ao lado da linha do trem, quase sentido Ferraz, ela é bem humilde, vou tomar um café em sua casa. Brincarei com seu cachorro, passarei a mão na cabeça de seus netos…

    Sabe como é diário, época de eleição. Á noite jantarei com minha família, na minha casa em um bairro de fácil acesso ao centro, já terei tomado banho e higienizado as mãos. E por fim poderei dormir após mais um dia cansativo de campanha.

  28. Tatiane Ribeiro dos Santos disse:

    Ele entraria primeiro na rua mais popular do bairro, onde estivesse mais gente pelas ruas, mais comércios, para demonstrar a imagem dele. Todo sorridente cumprimentaria as pessoas, pararia em algum bar ou padaria, pediria uma garrafa de água. Passaria a mãe na cabeça de uma criança. Ouviria a reclamação de alguns, demonstrando bastante atenção e depois responderia com segurança que a realidade realmente precisa mudar e que no seu governo o ponto relatado seria tratado com mais atenção. Pegaria nas mãos de todos os presentes, abraçaria os seus eleitores declarados. Depois, caminharia pelas ruas mais periféricas, passando em algumas casas, pararia para conversar com algumas pessoas. Faria um pequeno discurso, falando do plano do governo e criticaria o candidato rival. Eu perguntaria a candidata Dilma, o que ela faria para combater a corrupção, especialmente dentro dos projetos sociais. E para o candidato Serra, quais medidas tomaria para ampliar a distribuição de renda no país, dando continuidade à diminuição da pobreza e o aumento ao acesso à educação e cultura das camadas mais pobres da população. “Presidenciáveis visitam bairros pobre da cidade de São Paulo e conversam com moradores sobre plano de governo. Dilma enfatiza a melhoraria ao atendimento público de saúde enquanto Serra reafirma o seu compromisso em manter e ampliar os projetos sociais. Nada foi mencionado sobre as recentes denúncias de corrupção e poucos moradores interagiram com os presidenciáveis. Ao se despedirem, os candidatos desejaram a todos que ficassem com Deus.”

  29. Bianca Pedrina disse:

    1) A velha frase que muitas vezes sai da boca da população dos bairros periféricos “Político só aparece por aqui em época de eleição” sintetiza bem a realidade de como é feita a política nestas regiões.

    A população parece já acostuma com este fato e os políticos também. Mesmo sabendo que os políticos aparecem com suas promessas e, em muitos casos, não as concretizam, quando estes dão o ar de sua graça na periferia é como se as pessoas que moram naquele lugar se sentissem importantes e valorizadas. Por um momento a esperança de que aquele córrego será canalizado, de que aquele terreno abandonado será utilizado como área de lazer, continua cravada na população e por este motivo, são utilizadas como garantia de voto pelos políticos. Estes não cumprem nem metades de suas promessas e se aproveitam de um sentimento que nunca deixará de existir na população destes bairros: esperança de mudança.

    Desta maneira a visitação nos bairros da periferia acaba se tornando produtivo para os políticos e ilusório para os eleitores. É disto que a política se alimenta: da ilusão do povo. Mas a população não é tão ingênua assim, se aproveita sim destas aparições eleitoreiras para garantirem seu lugar ao sol. Afinal de contas, infelizmente ainda existe muita compra de votos no país e quem alimenta esta corrupção? A velha esperança tratada no começo deste texto ou a falta dela.

    É deste ciclo vicioso que se alimenta a política feita nestes bairros, e por este motivo rende muitos votos para os políticos e muitas ilusões para os eleitores.

    2) O candidato à presidência José Serra visitou neste sábado (16) a Parada de Taipas, bairro da Zona Norte de São Paulo.

    O roteiro escolhido pelo candidato teve parada certa no Parque de Taipas. Este é o nome dos tantos mini bairros que rodeiam a Parada de Taipas. O Morro do Parque Tapais foi ocupado e desde então só cresce e prospera. Porém este crescimento desordenado é bem no pé da Serra Cantareira, ou seja, área de proteção ambiental. Por este motivo foi o lugar certo de visitação de Serra, que prometeu à população daquele bairro um programa de regularização de terrenos ou dependendo dos casos, a remoção destas famílias para um lugar mais seguro e apropriado.

    Serra também visitou área comercial do bairro e fez corpo a corpo com os comerciantes. O Conjunto Habitacional de Taipas, também fez parte do percurso feito pelo candidato. Serra foi questionado sobre quais medidas faria em seu governo de saneamento básico, já que há mais de 26 anos, o bairro conta com córrego a céu aberto. Além disso, os jornalistas fizeram perguntas sobre a construção de creches no bairro, que praticamente não conta com este serviço. Serra se comprometeu em colocar no seu programa de governo estas reivindicações. Um adolescente se aproximou o candidato perguntando se ele construiriaaeras de lazer e esportivas no bairro, sugeriu um teatro. Serra mais uma vez prometeu que projetos neste sentido já existiam e seriam ampliados.

    A visitação acabou com um grande showmício com a participação de grupos de pagode e sertanejo. Serra até chegou a arriscar uns passos de samba. Ao final Serra posou para fotos ao lado das crianças do bairro.

  30. Patrícia Silva disse:

    Manhã de domingo, dia 17 de outubro, os moradores de Campo Limpo aguardam a chegada da candidata à presidência do Brasil, Dilma Rousseff. Auto-falantes anunciam a sua chegada com entusiasmo. Ela percorrerá o Hospital Campo Limpo, o piscinão da Sharp e o Centro Educacional Unificado, mais conhecido como CEU, idealizado por sua companheira de partido Marta Suplicy.

    Em nota divulgada por sua assessoria de imprensa, Dilma afirma que espera com muito entusiasmo conhecer os moradores do local e promete ampliar os serviços ligados à área da saúde e educação, além de melhorar a infraestrutura do bairro.

    No próximo sábado, 23 de outubro, o candidato tucano José Serra também visitará a região. Mas dessa vez, ele passará pela estação Faria Lima e as futuras estações Butantã e Vila Sônia do metrô. Depois, seguirá por meio da linha lilás para o Largo 13 de Maio, Santo Amaro, Giovanni Gronchi, Vila das Belezas e Campo Limpo, onde pretende gravar com os moradores locais um vídeo sobre o Terminal Campo Limpo, que vem sendo avaliado negativamente pela população.

    Serra deseja destacar a ampliação do transporte público na região, realizada pela Prefeitura de São Paulo. A ideia é filiar a imagem do tucano ao prefeito Gilberto Kassab, que vem sendo bem avaliado pelos paulistas.

  31. Katiane Rodrigues disse:

    Os candidatos à presidência da república visitaram nesta sexta-feira (15/09) o Conjunto José Bonifácio, conhecido como Cohab II, em Itaquera. Dilma Roussef, do PT, conversou com moradores da região na Associação de Moradadores do bairro. A candidata também visitou a comunidade católica Dom Bosco. Dilma participou do ensaio do grupo musical da igreja e enfatizou ser a favor da vida durante o encontro.

    O candidato José Serra, do PSDB, visitou as áreas mais próximas ao metrô Itaquera. Ao conversar com feirantes, atendentes de lojas e padarias, o candidato garantiu que a construção da FATEC e do estádio do Corinthias vai gerar milhares de novos empregos e atrair “muitas” empresas para a região.

  32. Cíntia Gomes disse:

    A disputa eleitoral é sempre uma guerra de farpas e divulgação dos benefícios e projetos implantados entre os candidatos. Cada um busca uma forma de conquistar votos e assim alcançar o objetivo de se eleger, principalmente quando se refere à presidência da república. Os candidatos Dilma e Serra, aproveitam a época de eleição para visitar as favelas e lugares populosos com o intuito de ganhar votos, pois o número de moradores é grande e conseguir atingir esse público faz a diferença, ainda mais quando a disputa entre os dois (Dilma e Serra) é tão acirrada. Então nesse período tudo é válido, inclusive visitar e falar com a comunidade. Infelizmente é assim, é só aproximar as eleições e lá estão eles a todo vapor, divulgando as “boas ações” realizadas e fazendo promessas. Para os candidatos estas visitas são de extrema importância e claro, estratégica, pois é uma maneira de se aproximar da população e dizer que vão melhorar a vida das pessoas, é uma forma de se mostrar acolhedor e dar esperança de que realmente algo vai mudar. Por mais que essas cenas se repetem a cada eleição, a esperança é o que move as pessoas a escolherem e votarem em um candidato, e com estas visitas é possível sim conquistar eleitores e até mesmo aqueles que estão na dúvida.

  33. Cíntia Gomes disse:

    Em uma visita do candidato José Serra no bairro do Jardim Ângela, a candidato a presidência foi ao Hospital do M`Boi Mirim, uma área forte em sua candidatura, onde diz ter feito muitas melhorias, inclusive enfatizou nos benefícios à saúde que ele proporcionou desde o período que era ministro da saúde. Aproveitou para cumprimentar os pacientes e funcionários de cada local e falar dos projetos que irá realizar se for eleito. Após sair do hospital aproveita para caminhar pela vizinhança, cumprimentando moradores e espalhando sorriso e abraços nas crianças.

    Já a candidata Dilma foi visitar o CEU Guarapiranga, um local onde costuma receber crianças, jovens e adultos da região, antes de iniciar seu discurso, houve uma apresentação de alguns grupos do bairro, em seguida falou da importância de locais que incentivam os jovens, faz promessas de melhoria na região. A candidata sorridente conversa com moradores.

    A cada visita foi usado o que tinham como estratégia para atrair eleitores. Ambos ao ser questionado se conheciam os principais problemas da região, ambos falaram de forma genérica e engajaram com os planos para a região caso sejam eleitos.

  34. Nayara Konno disse:

    2) Os candidatos iniciam sua visita à zona Sul pelo CEU Guarapiranga
    – Visita as unidades do AMA e AME, onde podem fazer suas propostas de melhorias.
    – Evitam passar pelo córrego a céu aberto no Jd. Novo Santo Amaro.
    – Passam pelo Parque Guarapiranga, onde se localiza a maior área de lazer da comunidade.
    – Aproveitam a construção do novo metrô Santo Amaro para visitar a obra.
    – Finalizam a visita na Estrada do M’Boi Mirim, onde se concentra a maior parte do transito e problemas com transporte público da região.

    ————-

    Pergunta a Dilma Rousseff: “Você finalizará as obras em andamento?
    José Serra: “Você pretende abandonar o cargo, como fez das outras vezes em quem foi eleito?”

  35. coabitar disse:

    É evidente que os candidatos a presidência do Brasil fazem visitas a regiões mais pobres, como Heliópolis por motivos eleitorais. Nestas visitas podemos ver através das coberturas jornalísticas e até mesmo dos programas eleitorais obrigatórios na televisão e rádio, que estes candidatos vão até estas áreas para aproximar-se do eleitor.

    Atualmente na publicidade vemos que grandes empresas para se dar bem em seu segmento precisam estar sempre ao lado de seu consumidor, para que ele seja um garoto(a) propaganda de seu produto e somente esta aproximação faz com que grandes marcas se mantém no mercado até hoje. Transportando isto para a política vemos claramente que os candidatos utilizam desta tática para criar um vinculo com o eleitor.

    Não é de hoje que vemos candidatos visitarem estas regiões e todos sabem que isto é favorável e continuam à fazer pois o público presente nestes bairros são muitas vezes mal instruído e não possui muito acesso a informação e estando o próprio candidato ao lado dele é uma fonte de saber que ele realmente existe e que se ele foi até a seu bairro, sua rua ou até mesmo entrou em sua casa é porque ele é confiável.

    Este jogo de corpo a corpo nas regiões mais pobres dá resultado e pode até decidir uma campanha eleitoral, por isto que vemos os atuais candidatos a presidência do Brasil quase ‘saírem nos tapas’ para ver quem vai estacionar primeiro seu carro de comício nas vielas destas regiões.

  36. coabitar disse:

    2)
    Os candidatos a presidência coincidentemente tiveram suas agendas idênticas nesta última sexta-feira. José Serra e Dilma Rousseff visitaram o bairro da Brasilândia na Zona Norte de São Paulo.

    Dilma Rousseff chegou por volta das 9h da manhã e começou sua visita por uma Escola Estadual da região onde conversou com os alunos e professores, prometendo maior investimento na Educação. Ao sair da escola adentrou no bairro e saiu em carreata pelas vielas e ruas, cumprimentado eleitores e tirando fotos com as crianças.

    Por volta da 12 horas, foi convidada a almoçar na casa de um morador da região e para não fazer desfeita comeu o diário arroz com feijão, bife e salada de alface. Terminou sua visita gravando para o seu programa eleitoral na União de Moradores da Brasilândia.

    Pergunta para Dilma: O presidente Lula é um presidente carismático e conquistou ao longo de seu mandato uma posição consagrada internacionalmente, foi até chamado de “O cara” pelo atual presidente americano Obama, o que a senhora pretende fazer para continuar com esta relação internacional entre Brasil e o resto do mundo?

    Já o candidato José Serra começou sua visita no bairro, visitando o projeto Criança Esperança e dizendo que projetos como este devem ter penetração em todo o Brasil e foi além dizendo que investimentos como este será incentivado.

    Continuou sua visita na associação de moradores conversando com os lideres da comunidade e depois caminhou pelas ruas abraçando, conversando e ouvindo as reclamações dos eleitores.

    Depois de muita caminhada parou em uma padaria e tomou um cafézinho. O candidato José Serra seguiu sua visita em uma unidade da AME (Ambulatório Médico Especializado) e se comprometeu em implantar muito mais unidades das AMEs no bairro e expandir o projeto para todo o Brasil.

    Pergunta para o Serra: O senhor, em seus mandados como prefeito e governador largou os cargos para candidatar-se em outras eleições. O senhor não acha que este legado pode atrapalhar seu histórico?

  37. O grande interesse dos presidenciáveis nas favelas deve- se ao potencial eleitoral das comunidades. Com milhares de eleitores, as áreas carentes podem render aos candidatos muitos votos e ótimos discursos no horário eleitoral sobre como melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Nas áreas mais pobres e carentes de atenção, a visita de alguém famoso pode aumentar a auto-estima do bairro, criando a sensação nos moradores que sua comunidade não será esquecida no exercício do mandato e o voto no simpático político que se dispôs a ir a periferia é quase garantido.
    No Parque São Rafael, as creches, escolas e posto de saúde seriam visitados pelos candidatos a presidência. No caso da Dilma, o trecho do córrego que foi canalizado como parte das obras do PAC iria para o ar em seu programa na televisão. Perguntaria a ela por que demorou seis meses para resolver só a metade do problema.
    Questionaria José Serra, também ex- prefeito da cidade de São Paulo, por que não há bibliotecas, parques públicos ou praças com brinquedos no bairro.

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