As eleições e seu bairro

Estamos há poucos dias da eleição na qual iremos eleger um novo presidente.

Mas, em meio à avalanche de escândalos e trocas de acusações, pouco se sabe a cerca das propostas dos candidatos e pouco ou nada se noticia sobre seus projetos de governo.

Como as eleições estão afetando a sua comunidade, o seu bairro, a região em que você vive?

Quais as expectativas de seus vizinhos e conhecidos da região em que você vive em relação ao que se passará após o dia 31 de outubro?

Quais os principais temas em jogo para os moradores de sua área?

Assuntos considerados prioritários pelas pessoas que vivem na sua região estão sendo contemplados pelos candidatos?

O espaço abaixo é seu para discutir estes e outros temas  ligados à eleição.

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18 respostas para As eleições e seu bairro

  1. Sirlene disse:

    Pelo o que tenho acompanhado a maioria das pessoas da região em que eu moro evita discutir assuntos políticos, mas as poucas que entram neste assunto têm opiniões bem firmes de seus candidatos. Muitos com quem tenho conversado já têm um presidenciável favorito e não pensa em mudar de opinião, além disso, eles têm defendido os seus prediletos com “unhas e dentes”.

    Esses moradores do bairro em que eu moro acreditam nas propostas da candidata Dilma Rousseff e esperam que ela continue os projetos do presidente anterior. Muitos dizem que Dilma irá ajudar os pobres e acusam José Serra de pleitear um governo com planos voltados para a elite. Talvez por este motivo, esses eleitores queiram votar na candidata do PT.

    Aparentemente, as pessoas não prestam muita atenção quanto ao discurso e as intenções dos presidenciáveis, a precaução delas está nas acusações que os candidatos trocam entre si e, se existe algum debate sobre intenção de voto, todos os argumentos dos debatedores se voltam para as denúncias que o seu predileto apresentou contra o rival.

  2. Ivaneide Bezerra da Silva disse:

    Poucos dias nos separam da eleição presidencial, e muitos dos eleitores não conseguem definir-se por um candidato. Os debates promovidos pela mídia conseguem deixar-nos mais confusos ainda. As propostas de governo não são apresentadas com a clareza necessária e as trocas de acusações, dificultam a escolha do eleitor.
    O eleitorado mais pobre se volta mais a candidata Dilma, não apoiado nas propostas de governo ou em realizações passadas, pois como sabemos, e o candidato Serra apresenta em seu horário eleitoral , a candidata petista não possui uma experiência extensa na política, a queda do eleitor a sua candidatura, deve-se ao fato dela ser a indicada do presidente Lula. Luis Inácio da Silva realizou projetos e liberou verbas para obras assistenciais, e isso atrai o eleitor. Entretanto, a promessa do candidato tucano de aumentar o salário mínimo, faz com que se repense a escolha.
    A questão primordial é que na verdade não sabemos que critérios usar para fazer a escolha, o correto seria pela proposta de governo que mais abrangesse as necessidades do nosso povo, em todas as áreas, mas , dado ao nível dos debates e da competição esse critério não tem como ser utilizado. Torçamos para que consigamos acertar na escolha . Pra frente BraSIL!

  3. coabitar disse:

    Estamos na reta final para decidir o futuro do país e neste clima de propostas e debates a população está cada vez mais perdida e indecisa sobre quais propostas de governo podem acreditar, pois vemos os candidatos à presidência em discursos, muitas vezes vagos para não se comprometer com assuntos polêmicos, que confundem ainda mais a população.

    Em Pirituba, Zona Norte de São Paulo, os eleitores estão muito satisfeito com o mandato do Presidente Lula e com a massiva campanha que o coloca como tutor da candidata Dilma Rouseff, o eleitor pensa muito que votando nela o voto será como se fosse para o Lula e são firmem em lutar pelo seu voto petista na urna, porém há uma parcela da população que está mais atenta as propostas do candidato Serra e dizem que algumas delas são favoráveis para o país.

    Algo que influência muito o eleitorado e pode responder o motivo da massiva população que pretende votar em Dilma são os comitês petistas que estão presentes na região. Vemos muitas faixas, banners, panfletos e carros de som fazendo a propaganda da candidata Dilma, mas quase ou não aparece nenhuma propaganda do Serra. Além distos pessoas influenciadoras, como a maioria dos líderes comunitários também são petistas e tendem a conversar com a população influenciando e persuadindo seus votos.

    Vejo também que as pessoas na região olham para as propostas de governo e buscam nelas algo que já modificou a sua vida pessoal, como por exemplo, o Programa Bolsa Família disseminado no governo Lula que favorece muitas pessoas de Pirituba, porém quando falamos de projetos realizados pelo Serra, como Ministro da Saúde, muitas vezes a população não se recorda ou não foram afetada diretamente com eles. Esta recordação dos programas já implantados e o jogo de quem mais eu me identifico pode definir o rumo do País, pelo menos nessa região de São Paulo onde a população busca a aproximação com o candidato.

  4. Bianca Pedrina disse:

    No meu bairro as eleições não estão sendo muito comentadas, as pessoas que lá moram parecem anestesiadas e calejadas com as promessas já batidas dos políticos, que passa ano vem ano, não são concretizadas de fato.

    Os escândalos envolvendo os candidatos à presidência também não impressionam mais. Afinal dossiês e acusações vem tanto de um lado quando de outro. Os ataques estão balanceados. A briga é boa para ver quem está mais envolvido em escândalos, que vão desde tráfico de influências até agressão física por parte de militantes da oposição. As pessoas do bairro, assistem e acham graça da palhaçada que virou a política. Eleger o Tiririca para deputado federal é uma heresia, mas esta troca de farpas que beira a piada, passa batida intitulada como debate político.

    Sobre os candidatos, o que percebo no bairro, dos poucos que tocam no assunto , é que Dilma não tem a simpatia do Lulinha e que parece pouco confiável. Mas o assistencialismo de Lula pesa na hora da decisão. Quando ele aparece na TV dizendo: “Votem na Dilma!” gera dúvida e confunde o eleitor. Já o Serra que também não é lá muito simpático, tem o diferencial de ser conhecido na política, já foi governador, prefeito, ministro da saúde. Mas já está batido e não tem o Lula para defendê-lo.

    As pessoas do meu bairro esperam de quem for eleito que simplesmente cumpram o que falam na TV. Que promessas deixem de ser promessas e se tornem algo concreto.

  5. Jessica Gonçalves disse:

    Pouco converso com os moradores do meu bairro, mas acredito que grande parte da comunidade está indiferente às eleições. Não há discussões ou conversas sobre o tema porque estão desacreditados da política.
    As prioridades que têm, assim como outras comunidades de periferia, são a saúde, educação e segurança. Ouço alguns murmúrios de anulação de voto, o que faz eles pensarem que assim estarão imparciais a escolha do candidato à presidência. Mas o que não sabem é que dessa forma não estão imunes, mas são parte da problemática eleitoral.
    A questão não é temer uma escolha mal feita, mas acreditar que a realidade desse cenário pode mudar a partir do seu voto.

  6. Priscilla Vierros disse:

    Tenho ouvido de tudo nestas eleições, que precisamos colocar uma mulher na presidência, que o outro candidato tem mais experiência, mas o que não ouço muito são as discussões sobre propostas.
    Temos muitos problemas é óbvio, que não se resumem apenas no avanço econômico da classe C, porque os hospitais continuam superlotados, as escolas não têm infraestrutura que possibilite uma aprendizagem de qualidade, o transporte público está um caos, tem a falta de segurança…
    Pois é, infelizmente só ouço as pessoas dizendo que votarão na Dilma porque ela pensa nos pobres. Discordo, pois para pensar nos pobres é preciso mais que projetos assistencialistas. Creio que um candidato, Serra ou Dilma deveriam deixar suas picuinhas de lado e deveriam pensar mais no que realmente interessa a todos: saúde, educação, emprego e transporte público.
    Claro que temos outras questões importantíssimas, mas estas são prioritárias para que os cidadãos possam viver de maneira digna. O que me revolta nestas eleições é a manipulação da massa, é o circo armado para que a platéia vibre, torcendo para super-heróis, brigando pelo feminino e enfrentando as eleições como um verdadeiro espetáculo, onde a mocinha vence o vilão.
    Não sou Dilma, nem Serra. Sou nulo, porque neste segundo turno não vi preocupação com a sociedade, vi denúncias de ambos os lados. E enquanto as pessoas se agitam pelas ruas das periferias com suas bandeiras azuis e vermelhas sigo com vergonha, de não querer um pai nem uma mãe e sim um presidente.

  7. Indira disse:

    Na minha região, é facil perceber a falta de motivação dos eleitores , pelos candidatos, pelas eleições e pela politica num geral. As poessoas estão desmotivadas e entristecidas com tantos escândalos, bate bocas e confusões.
    Muitos já estão decididos a não participar desse segundo turno, decididos a anular seus votos , e se manterem neutros como fez a Candidata Marina do PV.

    Esse que seria um momento de reflexão e tomada de decisões por parte dos eleitores sobre quais seriam as melhores propostas, se tornou numa grande área de serviço, onde os candidatos tem lavado roupa suja , confundido os eleitores e apresentados porpostas defensivas e com baixo teor de verdade.

    Na Casa Verde, bairro da Zona Norte de São Paulo os eleitores , não tem se manifestado muito , nem se pré disposto a defender ou apoiar nenhum dos dois, não se ouve comentários nem se vê manifestações.
    Quando alguém , ousa a perguntar para algum morador sobre sua posição nessas eleições, logo de cara se percebe um mal estar e desconforto dos eleitores, que não acreditam nas possivéis mudanças prometidas nem pela candidata petista Dilma , nem pelo seu adversário Serra.

    Bem, o grande dia está se aproximando , e pelo menos no meu bairro uma grande maioria de eleitores , está decidida a não se manifestar .E não participar de forma ativa na escolha do cargo mais importante da politica no Brasil e no mundo . Infelizmente ! Eleitores desmotivados .

  8. Tatiane Ribeiro disse:

    A atual disputa eleitoral é considerada um caso de vergonha para grande parte dos moradores do centro. Um dos bairros mais tradicionais da capital paulista, a Bela Vista, sofre, nas ruas que compreendem a parte baixa do bairro, problemas como violência, falta de coleta adequada de lixo, drogas, prédios invadidos entre outros transtornos que fazem parte do cotidiano dos moradores. No entanto, independente das queixas, o que mais choca os eleitores é a “lavagem de roupa suja” entre os candidatos, que não priorizam o plano de governo, o que para os eleitores é o mais importante. “Falta de propostas baseadas em informações e estudos realizados, demonstra a falta de planejamento e plano de execução”, comenta Diego Santana, diretor de logística. Para Marinalva Conceição, cabeleireira no bairro, o pior é quando falam em construir ao invés de melhorar o que já tem. “Minha vizinha vai esperar nove meses para fazer uma cirurgia no joelho”. Outro ponto descontente é a cobertura jornalística das eleições. “Ao acompanhar as notícias me incomoda o que tenho visto nas principais mídias pois são tendenciosas e não imparciais como deveriam”, avalia Vera Germano, estudante de letras. A corretora de imóveis Natália Gaibin, afirma que o sentimento de abandono é generalizado “Todos com quem converso pensam de forma parecida, fora aquelas pessoas que tiram proveito da situação atual em que vivemos”. Para Diego a conclusão é clara. “A eleição se tornou uma disputa de interesses próprios e não para o bem o comum”, finaliza.

  9. Samantha disse:

    Sinto que todos nós estamos divididos!!Uma população inteira com muitas incertezas e dúvidas avança para o segundo turno. Vejo pessoas sem saber o que seria melhor para elas em todos os sentidos.Optar 1°pela educação?Moradia seria prioridade? Ou saúde seria essêncial para se pensar neste momento?
    Um bairro como o meu tem muitas necessidades,porém muitas dessas carências não podem ser supridas assim de um momento para o outro.Disso temos todos consciência.Agora,penso que não será com ESTE governo que essas questões poderão ter uma grande melhora.Coisas assim demandam mais tempo,projetos e vontade de concretizar coisas boas para a localidade e as pessoas que vivem nela.
    Vejo também que muitos se assustam com a maneira que essa disputa está sendo conduzida. Ambos seguem um caminho “equivocado” para conquistar votos.Fazendo disso tudo quase uma guerra!! Está em jogo o futuro de todos nós e enquanto isso eles escrevem uma história ridícula e lamentável…Eu continuo a questionar onde dentro de tudo isso cabe os valores das pessoas? Elas se vendem,jogam,deturpam tudo!!! Não consigo ver mais nada além de muita sujeira e atitudes que não nos levará a lugar algum…Uma pena!!!

  10. Katiane Rodrigues disse:

    Poucos gostam de debater política em meu bairro. As pessoas não estão dispostas a dialogar e a ouvir o outro. Percebo que as decisões políticas são tomadas com base emocional, em vez de racional. Ontem uma senhora me disse: “Espero que o Serra ganhe, porque eu não gosto do Lula”. Eu perguntei o que ela tinha achado do governo Lula. Ela respondeu: “O governo dele até que é bom. Mas eu não gosto dele. Minha família o conheceu quando ele era pobre, e dizem que ele era arrogante, brigava com os funcionários. Então, não voto na Dilma.”

    Os debates na TV e os jornais impressos também não ajudam o eleitor a formar uma opinião. Na TV, os candidatos passam a maior parte do tempo falando da “incompetência” do adversário. Os jornais impressos são parciais. Cada um mostra, das notícias, o recorte que lhe convém. Além disso, no Brasil, todos já estão acostumados a
    ouvir escândalos envolvendo políticos, que usam o bem público a seu próprio favor. Assim, muitos brasileiros já não levam política a sério.

  11. Marly Mickaela disse:

    Muito se comenta nas ruas sobre as eleições, basta parar e prestar um pouco de atenção nas filas dos supermercados, na lotação, nos bares e restaurantes próximos apenas um momento de atenção na conversa alheia é suficiente para ouvir o nome de um ou dos dois candidatos, a opinião é quase unânime quanto a troca de acusações que se tornou o horário eleitoral e como isso desagrada os eleitores que ficam sem saber em que verdade acreditar, e mesmo que desconfiados optam pela “verdade” de seu candidato.
    As pessoas com quem conversei estão decepcionadas e sentem-se manipuladas pelo horário eleitoral, acreditam que os candidatos fariam qualquer coisa por votos e que ambos tem seus pontos fracos e fortes, o que determina a escolha por um e não pelo outro é o que seu candidato irá fazer com os projetos sociais em andamento, a continuidade e até ampliação de auxilio em educação, saúde, habitação povoam o medo que a mudança de um governo pode causar e deixa as pessoas aflitas mas sempre com um fio de esperança que o amanhã pode ser melhor.

  12. André Vinicius disse:

    Como em qualquer outro canto do país, o distanciamento da sociedade em relação às eleições torna a compreensão de suas propostas e consequências quase nula ou passiva de uma ingenuidade que nos transforma reféns de nossos próprios erros. Se analisarmos de que forma as eleições afetam o meu ou o seu bairro, a resposta mais plausível para esta questão seria citar os santinhos que deixam as ruas imundas e, muitas vezes, acumulam um volume de lixo capaz de entupir os bueiros. Ou então quando cantarolamos os ensurdecedores jingles eleitorais que azucrinam nossos tímpanos durante toda a temporada de disputa. Numa expectativa comparável à audiência do capítulo final da novela das oito ou ao desfecho da disputa por um milhão de reais, a população deixa de ter algum papel de envolvimento na política, justamente, quando confirma sua votação frente às urnas. Acompanhada de maneira desatenta por quase toda a sociedade, o desfecho da disputa presidencial pouco influencia o dia-a-dia daqueles que têm o poder de promover alguma transformação na história de seu país. Ironicamente. Mesmo que temas como segurança, saúde, educação e transporte afetem diretamente a vida de nós, eleitores, a considerável distância de suas resoluções faz com que todo o discurso político se assemelhe a propostas superficiais, levianas, de pouco aprofundamento para as necessidades reais do povo brasileiro.

  13. Cíntia Gomes disse:

    As eleições para a presidência 2010 a cada semana ficam com a disputa mais acirrada e para os eleitores só aumenta a dúvida do que ainda virá pela frente. Quando se pensa que já viu e ouviu de tudo, surgem mais escândalos, e as propostas ficam para segundo plano.
    Para a moradora do bairro Vila Remo, zona sul de São Paulo, Thaís Lemes da Silva, 25, na região não há movimentos em relação à eleição presidencial. “Para a campanha de vereador e deputados federal e estadual o movimento foi maior, com comitês, carros de som e muitas promessas, já para a presidência não, percebo pouca influência e domínio de bons projetos”, afirma a assistente de pedagogia.
    Uma das queixas dos moradores da zona sul é a rede de ensino. A moradora do jardim Idemori, Priscila Santos de Andrade, 23, diz que em seu bairro a carência é grande neste aspecto. “É preciso ajudar as famílias carentes, aumentar vagas em creches e melhorar a educação”, reclama.
    Para os paulistanos, utilizar o transporte público a qualquer hora é uma tarefa árdua. “O trânsito na cidade é um caos, além de os ônibus serem superlotados, é muito comum gastar o dobro do tempo estimado. Não vejo melhorias, apenas a falta de interesse dos governantes”, ressalta Tânia Santana, 26, moradora do jardim Santa Margarida.
    Estas são apenas declarações de alguns moradores, mas sem dúvida é a realidade de muitos na periferia de São Paulo.

  14. Nayara Konno disse:

    Na região onde moro é bem visível a falta de interesse dos eleitores pela eleição. É raro ver alguém conversando sobre política por lá, parece que as pessoas evitam esse assunto por falta de conhecimento ou interesse sobre o que está ocorrendo na campanha dos candidatos.

    A maioria diz que preferem ter a Dilma Rousseff como presidente, e a justificativa é que o candidato José Serra só favorece a classe média-alta, que não necessita de tanta atenção quanto as classes mais baixas. Estão mais preocupados em não ter o Serra como presidente do que procurar saber sobre a campanha da Dilma.
    Os mais jovens preferem votar nulo.

    Sem muitas informações, os eleitores se deixam levar por pesquisas e geralmente ficam divididos com a troca de acusações dos candidatos. Querendo apenas ver as propostas e promessas se concretizarem.

  15. Patrícia Silva disse:

    Para saber quais são as expectativas dos eleitores diante das eleições para presidente da República no Estado de São Paulo, a equipe do Mural conversou com seis eleitores de bairros diferenciados, para saber o que acham das propostas de Dilma Rousseff e José Serra.

    Segurança, saúde, emprego, saneamento básico e meio ambiente. Esses foram os temas mais citados por nossos entrevistados, moradores de Itaquera, Mauá, Diadema, Casa Verde, Vila Romana e Saúde. Segundo eles, os presidenciáveis não trazem propostas concretas para resolução dos problemas diários.

    A universitária, Thaísa Rodrigues, moradora da Casa Verde, afirma que sofre com a violência do bairro. “Eu já fui assaltada na minha região, é algo ruim, senti na pele. A violência precisa ser solucionada”.

    O gerente de mídias digitais, Vinícius Dias, vive em Itaquera. Segundo ele, os candidatos não apresentam planos reais. “Não há nenhuma proposta. A única coisa que vai modificar Itaquera é o estádio do Corinthians. Só falam daqui por causa disso”.

    A jornalista Adriana Rota também comenta o que a desagrada em sua região, Mauá. “Mauá se divide em centro e periferia, então há vários problemas, como saúde, transporte e meio ambiente. Um dos candidatos à presidência só foi até lá devido ao Rodoanel”.

    João Luiz, morador de Diadema, Delza Sinthes, moradora da Saúde e Nara Guimarães, moradora da Vila Romana acreditam que se os candidatos apenas se empenharem em cumprir as suas propostas já estará tudo de bom tamanho.

  16. Eder Antonio disse:

    Acredito que o interesse por questões políticas no Brasil ainda é bastante circunstancial. De um modo geral, as pessoas são pouco politizadas, não há uma consciência de classe efetivada nas práticas cotidianas, há no entanto, fragmentos espalhados daquilo que concebemos como consciência de classe. E isso se deve ao fato de que a partir do golpe militar de 1964, as diretrizes políticas, econômicas e sociais caminharam no sentido da fragmentação, a saber, a dispersão gradativa dos trabalhadores organizados, no momento em que tinham condições de lutar por suas causas, porque compreendiam o processo dos antagonismos sociais. Desse modo, e por haver hoje grande reserva de mão de obra, não há de fato movimentos sociais a partir do pensamento forjado pelo dia a dia do trabalhador, sobra no entanto, elocubrações academicistas a respeito de tal realidade. Isso nos leva a entender o porque dos candidatos à presidência ficarem trocando acusações ou discutindo de forma equivocada e oportunista ao mesmo tempo, sobre aborto, bobinas voadoras, a careca reluzente do Serra, o jeitão “devorador de criancinhas” da Dilma, ao invés de apresentar suas propostas de governo. Inspirado pela relgiosidade circunstancial dos candidatos, sou induzido a dizer: Deus, salve o Brasil !

  17. João Paulo Pereira disse:

    Moro no Boa Vista, um dos bairros da extensa zona rural de Caçapava, município com quase 90 mil habitantes do interior de São Paulo.

    Aqui as eleições são tratadas com certo descaso, por parte dos próprios eleitores. Reflexo do descontentamento causado pela falta de solução dos problemas que o bairro possui e por uma dose de comodismo. O asfalto que não chega, o transporte público ineficaz e a saúde precária são elementos que podem influenciar no momento do voto.

    No primeiro turno, por exemplo, o domingo para muitos eleitores, do bairro Boa Vista e arredores, não começou nada bem. Isso porque a empresa que explora o transporte público na cidade prometeu incluir horários extras para facilitar o acesso dos eleitores às seções de voto. A promessa foi cumprida com a inclusão de um único horário, o que causou confusão entre os usuários.

    Já na fila para votar, antes da abertura dos portões, conversando com eleitores percebi que a dúvida em quem votar ainda pairava o pensamento de muitos. A confusão era com o número de candidatos e os números. Percebi também a velha e tão brasileira boca de urna sendo feita discretamente com eleitores da fila. Revoltante.

  18. Elaine Cancio disse:

    É curioso, durante o primeiro turno, a imprensa local sempre cobriu as visitas dos candidatos no bairro e na região. Agora que a disputa se restringe a apenas ao cargo de presidente, não fala mais no assunto eleições. O noticiário basicamente segue dando conta dos problemas que devem ser solucionados com a atuação da prefeitura e, no máximo, envolvendo o governo estadual. As grandes questões, aquelas que cabem ao presidente, não ganham luz.
    Penso que era momento de reservar um espaço para o Semanão Dilma e Semanão Serra. Ali seria descrita a semana dos candidatos (claro que a partir da leitura dos jornais) e o cidadão que não assistiu à cobertura diária saberia o que “pegou”: por onde os dois passaram, o que prometeram de “novo”, polêmicas e, de repente, menções à região de Vila Prudente.
    E mais: a equipe também devesse destrinchar os temas grandes que estão nas mãos dos presidenciáveis com o auxílio de fontes locais “gabaritadas”. Como assim? Comerciantes, industriais, estudiosos… pessoas da região… poderiam preparar pautas tratando dos tais grandes temas (como potencial de consumo, custo de vida, saúde pública, condição das rodovias) que seriam encaminhadas à dupla a fim de que ela respondesse, de forma extremamente objetiva, o que pensa acerca do tema. Talvez desse jeito o morador se sentisse mais participado da enorme responsabilidade que é escolher um presidente.

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